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quinta-feira, 17 de julho de 2014
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Ler e escrever na cibercultura
Talita Moretto
Recentemente, fui questionada se as práticas que envolviam o conceito da educomunicação (ou mídia e educação) poderiam contribuir para incentivar o gosto pela leitura entre crianças e adolescentes, considerando que muitas pesquisas* realizadas em nível nacional apontam para o baixo índice dessa habilidade importante para a aquisição do conhecimento e para a formação do sujeito crítico.
É importante, antes de avaliar se os jovens integrantes de um grupo específico (uma sala de aula, por exemplo), leem ou não, os professores perguntarem-se até que ponto a cibercultura (relacionada aos fenômenos sociais relacionados à internet e às formas de comunicação em rede) está sendo contemplada naquele ambiente e quais são as possibilidades dadas aos alunos para reconhecer a leitura como parte do processo do seu letramento e da sua aprendizagem.
Um texto divulgado no portal Todos Pela Educação com o título “Leitura no papel ou na tela: a diferença está em quem lê” traz as considerações da professora da área de linguística da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Rejane Dania, a respeito das diferenças entre a leitura em papel e na tela. Ela afirma que essas diferenças estão relacionadas com as características de quem lê, ou seja, idade, experiência em leitura e grau de contato com a tecnologia. Fatores individuais de cada leitor é que vão apontar se ele terá dificuldades em apreender os significados em qualquer um dos formatos. Então, conclui-se que o processo de leitura é o mesmo, independente do suporte, mas a capacidade de absorção depende do objetivo da leitura.
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terça-feira, 3 de junho de 2014
O que os jovens estão lendo?
Plataforma do Letramento
Segundo dados do Censo 2010, último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em abril deste ano, um quarto da população brasileira é hoje formado por jovens, o que equivale a 51,3 milhões de pessoas de 15 a 29 anos. Já o estudo “Juventude que conta”, do Instituto Plural de Educação Aplicada (Ipea), publicado em 2013, revela que 85,2% dos jovens brasileiros colocam a educação como prioridade. Apesar disso, o último Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), de 2012, aponta que, apesar de o país ter avançado nos níveis iniciais de alfabetismo, ainda há muito o que caminhar em direção ao pleno domínio de habilidades de leitura, compreensão e interpretação textual. Entre universitários, por exemplo, 4% são alfabetizados em nível rudimentar e 34%, em nível básico.
Por sua vez, a terceira edição do estudo Retratos da leitura no Brasil, de 2012, realizada pelo Instituto Pró-Livro (IPL), revela dados interessantes. De um lado, 28% dos entrevistados apontam a leitura (de jornais, revistas, livros, textos na Internet) como uma das atividades que gostam de fazer em seus momentos de lazer − destes, 58% afirmam ler frequentemente. De outro lado, 64% declaram que a leitura é fonte de conhecimento para a vida, 41% a consideram como fonte de conhecimento e atualização profissional e 35% afirmam que ela é fonte de conhecimento para a escola/faculdade. Também é interessante observar que, entre os gêneros mais lidos, estão os livros didáticos, religiosos, técnicos, infantojuvenis e de autoajuda.
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terça-feira, 18 de março de 2014
Concurso
Escola de Leitores
O Instituto C&A está com inscrições abertas para a terceira edição do concurso Escola de Leitores. A iniciativa premiará projetos que promovam a formação de leitores de literatura nas redes municipais de ensino de Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). As inscrições vão até o próximo dia 2 de abril.
O concurso Escola de Leitores é uma ação do programa Prazer em Ler e tem o objetivo de mobilizar comunidades escolares para implementação e aprimoramento de projetos e políticas de formação de leitores de literatura, em redes municipais de ensino. Veja mais informações no site.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
9º Festival - A Arte de Contar Histórias
De 20 a 27 de outubro de 2013 acontece a nona edição do Festival “A Arte de Contar Histórias” nas Bibliotecas Públicas, Pontos de Leitura e roteiros dos Ônibus-biblioteca. Veja detalhes da programação - aqui.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
quinta-feira, 11 de julho de 2013

Ideias - Conferência (tradução)
Ler a leitura*

Ideias - Conferência (tradução)
Ler a leitura*
Roger Chartier
Em seu pequeno livro A importância do ato de ler, Paulo Freire distinguia dois sentidos da palavra “ler” (Paulo Freire, 1982). Um sentido literal: ler é ler letras, palavras, livros. Esta leitura supõe a alfabetização, a aprendizagem escolar, o domínio da palavra escrita. Porém, ler tem também um sentido metafórico. Ler é, antes e depois da leitura de livros, “ler” o mundo, a natureza, a memória, os gestos, os sentimentos –, tudo o que Paulo Freire designa com o neologismo palavramundo. Ler a leitura, como indica o título de minha conferência, é talvez entender as relações entre estes dois sentidos do verbo “ler”, considerando, por um lado, a especificidade da leitura de livros – que deve evitar o perigo de um uso descontrolado e excessivo da palavra, como se toda “leitura” estivesse governada pelas regras que caracterizam o deciframento dos textos – e, por outro lado, os processos que organizam segundo lógicas muito diferentes a compreensão imediata do mundo, das experiências da existência e seu encontro com a escrita.
Em 1968, num ensaio que se tornou célebre, Roland Barthes associava a onipotência do leitor com a morte do autor (Roland Barthes, 1968). Destronado de sua antiga soberania sobre a linguagem ou pelas “escrituras múltiplas, surgidas de diversas culturas e que estabelecem entre si uma relação de diálogo, paródia e de oposição”, o autor deve ceder sua premência ao leitor, entendido como “aquele que reúne em um mesmo campo todas as características que constituem o escrito”. O lugar da leitura era, portanto, considerado como aquele em que se reordena o sentido plural, móbil e instável do texto, como o lugar onde o escrito adquire sua significação.
Entretanto, pouco tempo depois de reconhecido o nascimento do leitor, se multiplicaram os diagnósticos que anunciaram a sua morte. Estes diagnósticos se apresentam de três formas:
quinta-feira, 9 de maio de 2013
A mediação pedagógica em ambientes virtuais
A professora Irene da Silva Coelho realizou uma monografia sobre ambientes virtuais e educação (O fórum – lugar da interação, da leitura e de algo mais), defendida no dia 4 de maio de 2013. O trabalho analisa interações ocorridas num fórum de um ambiente virtual de uma universidade na cidade de Santos. Na entrevista acima, a professora Irene fala do trabalho e sobre o curso Mídias na Educação (SP).
segunda-feira, 18 de março de 2013
Projeto Leitura Alimenta
O vídeo acima explica a proposta de incluir um livro na cesta básica, do projeto Leitura Alimentar, uma iniciativa de empresas de São Paulo.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Quadrinhos e leitura: Visualizando citações
Outra estratégia para aproximar jovens de livros literários é o diálogo com a linguagem dos quadrinhos, seja pela leitura, seja pela produção. O projeto Visualizando Citações mostra essa possibilidade ao adaptar citações de obras de diferentes autores (entre outros, José Saramago, Hermann Hesse, Caio Fernando Abreu, Luís Fernando Veríssimo, Goethe, Balzac, Lawrence Durrell e Umberto Eco), em pequenas histórias. O projeto teve início o ano passado e publica os trabalhos on-line. Vale notar que as histórias são recomendadas para leitores de pelo menos 14 anos.
Já foram publicadas quatro coletâneas de histórias. Abaixo, você pode ver a última.
O protagonismo na leitura e a escrita
O professor Vladimir Krueger discorreu, numa palestra TEDxUnisinos, sobre algumas estratégias para desenvolver o interesse pela leitura e pela escrita, em alunos do ensino médio, particularmente com o uso de métodos que procuram tornar o estudante mais protagonista da apropriação de textos. Para tanto, entre outras atividades, trabalha a roteirização e filmagem do que os estudantes leem -- prática que que resulta num festival com os trabalhos realizados --, por eles mesmos, bem como trabalhos interdisciplinares que preparam a produção de textos.
domingo, 18 de novembro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Caminhos para ler o mundo
O programa "Caminhos para ler o mundo" da série, da TV Escola, Um mundo de letras aborda práticas e estilos pessoais de leitura como novas possibilidades de ler e ver o mundo.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
As viagens da leitura
Também sobre o tema abordado na última postagem, o documentário As viagens da leitura, exibido no programa Jogo de Ideias, produzido pelo Itaú Cultural, apresenta experiências de promoção dessa prática.
O poder das histórias
Acima, você pode ver um programa da série Um mundo de letras, da TV Escola, "O poder das histórias". Dirigido por Ricardo Miranda, o vídeo discute, a partir de depoimentos de educadores e escritores, como despertar o prazer das histórias e de leitura nas crianças.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Elogio aos livros difíceis e chatos
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| Foto: Chapendra (via Flickr) |
| Sempre que perguntam como alguém pega gosto pela leitura, minha resposta é: lendo. Nada contra programas públicos de compra de livros, investimento em bibliotecas, propaganda institucional na TV, clubes de leitura e qualquer recurso que traga a ficção para perto do dia a dia de professores e alunos, mas no fundo o caminho é individual. Existe uma vocação de leitor: ajuda tentar despertá-la, e essa deve ser uma tarefa de governo e educadores, mas não basta. Venho de uma casa onde sempre se estimulou esse gosto, e cada um dos meus irmãos deu resposta diferente ao incentivo. [...] Como apreciar um grande romance? Numa dimensão que dê conta de suas qualidades raras, o que só é possível por meio de repertório e comparação, é preciso um longo esforço anterior, anos e anos de contato com grandes, bons, médios, maus e péssimos outros romances. Não espero que uma campanha governamental diga que ler é trabalhoso e até chato muitas vezes, principalmente para quem está começando e não domina os códigos e manhas da prática — que vão do conhecimento vocabular à sabedoria de pular trechos e largar livros no meio —, mas de fato é. Quando se afirma que Machado de Assis é um autor inadequado para a escola, não é só porque alguém mais velho terá vivência para entender melhor os personagens de Dom Casmurro. Também porque, para uma apreciação de linguagem e estrutura narrativa, sem as quais esses personagens não existem como tais, faz diferença Dom Casmurro ser o quinto romance que o sujeito lê na vida ou o vigésimo, o centésimo e assim por diante.” |
Acima, trecho de uma reflexão do escritor Michel Laub, no blog da editora Companhia das Letras, sobre “como o prazer extraído da leitura não é necessariamente direto, fluido e emocional. E como pode ser compensador emergir ao final de dezenas ou centenas de páginas hostis como uma espécie de sobrevivente”. A íntegra do texto está aqui.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
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