Domingo, 27 de Abril de 2008

Ubuntu + Podcast

Matéria no site da revista PC World explica como se pode fazer a montagem de um podcast, utilizando a distribuição Ubuntu do SO Linux (aqui).

Postado por Richard Romancini

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Oba... um comentário que não é spam!

Quando vejo o primeiro post do blog indicando algum comentário, logo penso: “Droga, spam”. Geralmente estou certo e apago o indesejável. Porém, estive errado - felizmente - dessa última vez, pois a professora Vera, cursista do Mídias, do Módulo Intermediário (turma da Yta), deixou um recado bem interessante. Ela escreveu o seguinte:
Olá,

O vídeo é bem didático, impossível errar...rss
Hoje estão disponíveis muitos hospedeiros de blogs, resta saber quem são os melhores e mais práticos. Há tempos venho utilizando a uol, porque como sou assinante, tinha um espaço bem grande. Acontece que percebi que a blogosfera evoluiu e a uol parece que parou no tempo em relação a blogs. Então já estou migrando alguns blogs que tenho e outros que coordeno nas escolas. Mas fica sempre aquela dúvida, qual será o mais adequado para o que se pretende. O Blogger parece que evoluiu bastante no último ano e agora surge com aquela força o Wordpress. Alguns colegas que tenho conversado têm optado pelo Multiply, pois oferece o serviço de hospedagem completo: textos, vídeos, imagens, podcast, tudo no mesmo endereço. Será vantajoso ou não? O que vocês pensam a este respeito? Sugiro que façam postagem com este assunto, pois vai nos ajudar muito a escolher a melhor opção para nossos blogs pessoais e para nossas escolas. Obrigada!
Publico aqui os blogs de minhas escolas e o meu pessoal.

ESCOLA ESTADUAL RODRIGUES ALVES:
http://rodrigues.alves.zip.net/

RÁDIO R2A:
http://radior2a.blogspot.com/

EMEF MINISTRO CALÓGERAS (em mudança para o blogger)
http://calo.zip.net/

PROFESSORA VERA:
http://verarenm.blog.uol.com.br/
Falando dos serviços de blog a partir da minha experiência, fica difícil avaliar comparativamente, pois até o momento só usei o Blogger e em favor dele tenho (além do costume) alguns argumentos: a integração com os outros serviços do Google (as fotos postadas no blog, via upload, ficam no picasaweb, por exemplo), os progressos contínuos que ele apresenta e a possibilidade de, editando no modo HTML, fazer uma série de coisas interessantes (inserção de áudio, vídeo etc.). Porém, quanto a esse último ponto, bem sei que ele depende de certo conhecimento técnico. Será que o Wordpress, nesse sentido, é mais simples e prático? E o Multiply?

Por outro lado, tenho a impressão, sim, que a hospedagem no UOL e no Zipnet, pelos blogs que vejo sendo feitos neles, é menos interessante, já que eles parecem oferecer menos possibilidades.

Acharia muito válido se cursistas do Mídias e amigos do blog que tivessem usado vários serviços escrevessem (nos comentários, e depois colocamos numa postagem) sobre suas experiências. Se alguém também conhecer alguma reportagem que faça algum tipo de comparação desse tipo, e que esteja on-line, poderia nos passar o link, para divulgação.

Postado por Richard Romancini

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Sábado, 26 de Abril de 2008

Como criar um blog

O Google disponibiliza alguns vídeos de ajuda a respeito do serviço de criação de blogs Blogger (aqui). Estão todos em inglês e não os encontrei com legenda. No entanto, um educador brasileiro produziu vídeos bem interessantes, nesse sentido. Abaixo, vai o do título da postagem. E há também um sobre a configuração do blog (aqui) e outro explicando o que é “blog” (aqui).



Postado por Richard Romancini

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Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Google Movies

Falando em cinema, uma dica interessante (do Dicas- L) é a busca Google Movies, pela qual é possível ver salas e horários de cinema (a partir do nome do filme procurado, eventualmente com o mesmo entre aspas). Além disso, a ferramenta de busca recupera críticas. Mais um serviço interessante do Google.

Postado por Richard Romancini

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Curso de História do Cinema na Cinemateca

A Cinemateca Brasileira promove, em parceria com o Departamento de Rádio, Televisão e Cinema da ECA/USP, um curso livre de História do Cinema Brasileira, com início em 6 de maio próximo. O módulo a ser ministrado pelo professor Eduardo Morettin, da ECA/USP, tem como tema “Humberto Mauro: uma trajetória entre o documentário e a ficção”. As inscrições começam em 29 de abril, e deverão ser feitas das 15h00 às 22h00 (de terça a domingo), na bilheteria da Sala Cinemateca / Petrobras. Mais informações após o “Leia Mais”.

Postado por Richard Romancini


UMA HISTÓRIA DO CINEMA NA CINEMATECA BRASILEIRA 06 de maio a 01 de julho de 2008

Curso livre em parceria com o Departamento de Rádio, Televisão e Cinema da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Sempre às terças, às 19h00, na Cinemateca Brasileira. Aberto ao público em geral. 150 vagas. Inscrições são gratuitas e devem ser feitas pessoalmente.

Aulas com Eduardo Victorio Morettin, professor do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes da USP, historiador, pesquisador do cinema brasileiro e um dos organizadores do livro História e Cinema (Alameda, 2007).


Módulo XX Humberto Mauro: uma trajetória entre o documentário e a ficção

Inscrições a partir do dia 29 de abril de 2008, das 15h00 às 22h00 (de terça a domingo), na bilheteria da Sala Cinemateca / Petrobras.

Sala Cinemateca / Petrobras
Largo Senador Raul Cardoso, 207, próxima ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: 11 3512-6111 (ramal 215)
www.cinemateca.gov.br


PROGRAMAÇÃO Humberto Mauro: uma trajetória entre o documentário e a ficção


06.05 | TERÇA

Sala Cinemateca / Petrobras

19h00

Os Inconfidentes, de Humberto Mauro
Rio de Janeiro, 1936, 35mm, pb, 4' | Exibição em 16mm
Chegada à capital da República das cinzas dos inconfidentes mineiros, em 13 de março de 1936. Produzido pelo Instituto Nacional de Cinema Educativo - INCE.

Descobrimento do Brasil, de Humberto Mauro
Rio de Janeiro, 1937, 35mm, pb, 60’
Alvaro Costa, João de Deus, Manoel Rocha, Alfredo Silva,
A partida das 13 naus de Pedro Álvares Cabral, de Lisboa, e sua difícil trajetória pelo mar desconhecido. A chegada a uma nova terra marca o encontro amigável com o povo indígena. A paisagem do Novo Mundo fascina: os animais, as pessoas, as plantas. A realização da primeira missa harmoniza as relações entre os seres. Produzido pelo Instituto de Cacau da Bahia, Ministério da Educação e Cultura e INCE.


13.05 | TERÇA

Sala Cinemateca / Petrobras

19h00

Despertar da Redentora, de Humberto Mauro
Petrópolis,1942, 35mm, pb, 21' | Exibição em 16mm
Lydia Mattos
O filme narra um episódio da vida da Princesa Izabel, no ano de 1862, quando ela contava apenas 16 anos de idade. Nesta época já defendia os negros e pensava em abolir a escravidão. Baseado no conto O despertar da redentora, de Maria Eugênia Celso. Produzido Ministério da Educação e Cultura e Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).

Os Bandeirantes, de Humberto Mauro
Rio de Janeiro, 1940, 35mm, pb, 45' | Exibição em 16mm
J.Silveira, Álvaro Pires, Fialho de Almeida, Judith de Andrade
A epopéia do desbravamento e da conquista do território, na procura do ouro e das pedras preciosas. As grandes bandeiras e os principais bandeirantes, destacando-se a figura de Fernão Dias e a lenda das esmeraldas, no famoso poema de Olavo Bilac. Produzido Ministério da Educação e Cultura e Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).


20.05 | TERÇA

Sala Cinemateca / Petrobras

19h00

Argila, de Humberto Mauro
Rio de Janeiro, 1942, 35mm, pb, 90' | Exibição em 16mm
Carmen Santos, Celso Guimarães, Lydia Mattos, FlorianoFaissal
Admiradora de obras de arte e, em especial, da cerâmica de Marajó, jovem viúva compra uma cerâmica de objetos utilizados e a entrega a um talentoso artesão, para que desenvolva suas habilidades artísticas. Apaixonado pela patroa, o jovem desfaz seu namoro com uma moça da região. Alertada pelo pai da moça sobre o acontecido, a viúva, apesar de amá-lo secretamente, recusa o amor do ceramista.


27.05 | TERÇA

Sala Cinemateca / Petrobras

19h00

Um Apólogo: Machado de Assis 1839–1939, de Humberto Mauro
Rio de Janeiro,1939, 35mm, pb, 15' | Exibição em 16mm
Grace Moema, Júlia Dias, Déa Selva
Realizado por ocasião do centenário de nascimento de Machado de Assis, o filme faz uma breve biografia do escritor citando suas principais obras. Em seguida dramatiza o célebre apólogo da agulha e da linha. Produzido Ministério da Educação e Cultura e Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).

Leopoldo Miguez, de Humberto Mauro
Rio de Janeiro, 1946, 35mm, pb, 13' | Exibição em 16mm
Evocação da figura e da obra do músico brasileiro. Produção do Ministério da Educação e Saude e do Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).

Carlos Gomes (1836 – 1896): O Guarani – Invocação dos Aimorés, de Humberto Mauro
Rio de Janeiro, 1942, 35mm, pb, 11' | Exibição em 16mm
Alexandre de Lucchi, Reginaldo Calmon, Francisco Bruno,
Pequena biografia do músico e compositor Carlos Gomes realçando o concerto O Dio degli Aymoré, do 3o. ato do Guarani, considerado um dos mais belos trechos musicais da citada ópera. Produzido Ministério da Educação e Cultura e Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).

Castro Alves, de Humberto Mauro
Rio de Janeiro, 1948, 35mm, pb, 21' | Exibição em 16mm
Evoca a vida e a obra do importal poeta baiano Castro Alves, focalizando sobretudo o papel desempenhado na abolição dos escravos e destacando alguns dos seus mais célebres poemas. Produzido Ministério da Educação e Cultura e Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).

Alberto Nepomuceno, de Humberto Mauro
Rio de Janeiro, 1950, 35mm, pb, 12'
Aspectos da vida do compositor brasileiro, ressaltando trechos musicais da Série brasileira (Alvorada da Serra, Intermédio, A sesta da rede e batuque). Produzido Ministério da Educação e Cultura e Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).


03.06 | TERÇA

Sala Cinemateca / Petrobras

19h00

Barão do Rio Branco, de Humberto Mauro
Rio de Janeiro, 1944, 35mm, pb, 30' | Exibição em 16mm
Evocação da figura e da obra do ilustre diplomata, focalizando os locais de suas atividades e os seus grandes feitos diplomáticos, especialmente nas questões de limites. Produzido Ministério da Educação e Cultura e Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).

Ruy Barbosa, de Humberto Mauro
Rio de Janeiro, 1949, 35mm, pb, 30' | Exibição em 16mm
As fases culminantes da vida do grande estadista e jurisconsultor brasileiro, através de documentos e aspectos da Casa Ruy Barbosa. O filme focaliza sobretudo a atuação de Ruy na Conferência de Haia e a Campanha Civilista. Produzido Ministério da Educação e Cultura e Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).

Segredo das Asas, de Humberto Mauro
Rio de Janeiro, 1944, 35mm, pb, 45' | Exibição em DVD
Lydia Mattos, Lygia Sarmento, Celso Guimarães,
Canto de louvor à bravura e ao destemor dos nossos primeiros pilotos aéreos da FAB. Produzido Ministério da Educação e Cultura e Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).


17.06 | TERÇA

Sala Cinemateca / Petrobras

19h00

Série Brasilianas

Canções populares, de Humberto Mauro
Rio de Janeiro, 1945, 35mm, pb, 8’ | Exibição em DVD
Aspectos sugestivos da natureza brasileira, inspirados nas conhecidas canções populares Chuá Chuá e Casinha Pequenina. Produção do Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).

Canções populares, de Humberto Mauro
Rio de Janeiro, 1948, 35mm, pb, 8’ | Exibição em DVD
Interpretação cinematográfica das canções populares Azulão e Pinhal. Produção do Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).

Aboio e cantiga, de Humberto Mauro
Rio de Janeiro, 1954, 35mm, pb, 9’ | Exibição em DVD
Aboio é o canto com que o vaqueiro acalma a boiada. É melodia de caráter suave, um som prolongado e macio, que tem como que o dom de transformar o "bravo" em "manso". Produção do Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).

Engenhos e usinas - Música folclórica brasileira, de Humberto Mauro
Rio de Janeiro, 1955, 35mm, pb, 8’ | Exibição em 16mm
O filme mostra um engenho antigo em funcionamento, o abandono a que foi relegado e uma usina dos nossos dias. Produzido Ministério da Educação e Cultura e Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).

Cantos de trabalho - Música folclórica brasileira, de Humberto Mauro
Rio de Janeiro, 1955, 35mm, pb, 10’ | Exibição em DVD
São inúmeras as atividades humanas que encontram incentivos em músicas adequadas e comum o trabalho executado ao ritmo dessas músicas. O filme foi inspirado nos conhecidos cantos Pilão, Barqueiro e Canto da Pedreira. Produção do Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).

Manhã na roça – O carro de bois, de Humberto Mauro
Rio de Janeiro, 1956, 35mm, pb, 8’ | Exibição em DVD
O cotidiano da roça. O amanhecer, com os porcos e as galinhas sendo alimentadas. Descrição detalhada do carro de bois, principal transporte de carga no meio rural. Produção do Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).

Meus oito anos – Canto escolar, de de Humberto Mauro
Rio de Janeiro, 1956, 35mm, pb, 11’ | Exibição em 16mm
Interpretação cinematográfica em canto e declamação do poema homônimo de Casimiro de Abreu. Produzido Ministério da Educação e Cultura e Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).


24.06 | TERÇA

Sala Cinemateca / Petrobras

19h00

A velha a fiar, de Humberto Mauro
Rio da Janeiro, 1964, 35mm, pb, 10'
Matheus Collaço
Filme ilustrativo da velha canção popular do interior do Brasil, usando como fundo aspectos tipos e costumes das velhas fazendas em decadência. Produzido pelo Ministério da Educação e Cultura e pelo Istituto Nacional de Cinema Educativo (INCE).

O canto da saudade, de Humberto Mauro
Volta Grande, 1952, 35mm, pb, 83' | Exibição em 16mm
Mário Mascarenhas, Cláudia Montenegro, Alfredo Souto de Almeida, Lourival Coutinho
Coronel Januário candidata-se a prefeito da cidade. Maria Fausta, afilhada do coronel, é cortejada por Galdino, acordeonista da região, mas namora João do Carmo às escondidas do pai. Durante a campanha eleitoral, a moça desaparece. Após intensas buscas, Galdino a localiza, junto com seu namorado, em um esconderijo arrumado pelos padrinhos. O casal retorna e o coronel promove o casamento. Durante a festa, percebe a ausência de Galdino, que havia partido. Segundo a lenda da região, em certos dias, quem passa perto do canavial pode ouvi-lo tocando, triste, a sanfona, saudoso do amor da cabocla


01.07 | TERÇA

Sala Cinemateca / Petrobras

19h00

Carro de Bois, de Humberto Mauro
Volta Grande, 1974, 16mm, cor, 10' | Exibição em DVD
Praticamente superado pela modernas técnicas, o carro-de-bois ainda faz parte das paisagens de nosso sertão, indo aonde o caminhão não vai, numa mistura de utilidade e poesia, transportando o mais variado tipo de carga. O filme mostra como ele é feito, e o artesão que o fabrica.

Mauro, Humberto, de David Neves
Rio de Janeiro, 1975, 35mm, cor, 21'
O cotidiano do cineasta em sua casa (Volta Grande – MG) e em seu escritório no antigo Instituto Nacional de Cinema, e atual Embrafilme. Além de um depoimento do diretor, entrevistas com Alex Viany e Glauber Rocha.

Inocência, de Walter Lima Jr.
Rio de Janeiro, 1983, 35mm, cor, 118’
Fernanda Torres, Edson Celulari, Sebastião Vasconcelos, Fernando Torres
No Brasil imperial, um médico itinerante apaixona-se por uma moça acometida de malária. Seu amor é correspondido. Entretanto, a relação entre os dois é ameaçada pelo pai da menina, um velho déspota, que já a prometeu a um rico fazendeiro da região. Baseado no romance homônimo de Visconde de Taunay.


Bibliografia

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Tiradentes ou dom João?

O historiador Kenneth Maxwell publicou um texto interessante na Folha de S.Paulo de quinta-feira, contrapondo as figuras de dom João e de Tiradentes. Ele nota que o primeiro relaciona-se a uma história que se impôs, enquanto o outro personagem representa uma alternativa que foi abortada, e cujas consequências só podem ser imaginadas. Leia abaixo a partir do “Leia Mais”.

Postado por Richard Romancini

FSP, São Paulo, quinta-feira, 24 de abril de 2008

KENNETH MAXWELL

História contrafactual

DOIS PODEROSOS símbolos históricos brasileiros estavam em exibição nesta semana, ou deveriam estar. Em resumo, "Tiradentes", de um lado, e "1808", do outro.
Trata-se de mitologias em certa medida inventadas: o mito cultivado pela Velha República, no século 19, em torno do alferes Joaquim José da Silva Xavier, ante a nova mitologia que vem emergindo com a reabilitação do príncipe herdeiro dom João no bicentenário de sua chegada ao Rio de Janeiro a fim de estabelecer uma corte européia transoceânica em solo brasileiro.
Os mineiros modernos fazem tudo o que podem a cada Dia de Tiradentes, como fizeram na segunda-feira, para fazer da solene lembrança de aspirações tragicamente abortadas de independência, república progressista e constitucional e soberania nacional -defendidas por Tiradentes e seus colegas de conspiração em 1789- um circo político paroquiano. Os cariocas, enquanto isso, fizeram da celebração do 1808 uma desculpa para "re-portuguesar" a historiografia do período e celebrar todas as coisas que Tiradentes havia tentado rejeitar e repudiar: monarquia, deferência e sujeição às preocupações e envolvimentos europeus.
Estranhamente, não sabemos que aparência tinha Tiradentes. Os fragmentos de documentação que sobrevivem do século 18 indicam, porém, que era carismático, persuasivo, contencioso, inimigo das convenções e corajoso. Para "1808", por outro lado, temos um rosto definido com muita clareza em múltiplos retratos: o príncipe regente, dom João, era certamente desprovido de carisma, cronicamente indeciso, muito acomodado e excessivamente gordo e feio.

Mas um desses homens, Tiradentes, fracassou, enquanto o outro, dom João, apesar de toda a sua indecisão, agiu quando era necessário agir e tomou a extraordinária medida de transferir a corte portuguesa ao Brasil -onde ele estaria seguro contra as ameaças de Napoleão e do exército deste, bem como mais independente da Grã-Bretanha e de sua poderosa marinha. Tiradentes tentou mudar a história; dom João conseguiu.

As conseqüências desse fracasso e desse sucesso, sem dúvida, ajudaram a fazer do Brasil o que ele é. O legado de dom João envolvia continuidade, autoridade, centralismo, burocracia e unidade territorial. O caminho da rebelião, democracia, federalismo e cidadania participativa que Tiradentes propunha não foi seguido.


Será que o Brasil teria se saído melhor caso Tiradentes tivesse triunfado? É impossível dizer. Mas certamente teria sido diferente.

________________________________________
KENNETH MAXWELL escreve às quintas-feiras nesta coluna.

Tradução de PAULO MIGLIACCI


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Premiados no Bibliofilmes

Saiu o resultado do Concurso Bibliofilmes 2008. Na verdade, com notam os organizadores, todos os que participaram são vencedores. No entanto, em termos da votação do júri e do público, os melhores vídeos, abaixo, foram “Onde me levam as palavras” e “Aprendendo com a leitura”.

Onde me levam as palavras




Aprendendo com a leitura



Os demais trabalhos podem ser vistos aqui.

Postado por Richard Romancini

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Os livros abraçam

Lembrando e comemorando, com um pouco de atraso, o Dia Mundial do Livro (23 de abril) com a bonita imagem, abaixo, tirada do blog Na Biblogteca.

Postado por Richard Romancini

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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Entrevista de Steve Wozniak

O jornal Folha de S.Paulo entrevistou essa semana Steve Wozniak, um dos pioneiros importantes da indústria do PC. Woz, como prefere ser chamado, criou, junto com Steve Jobbs, a Apple. Ambos estão na foto acima, tirada em 1975. Wozniak é o da esquerda.

O blog Circuito Integrado da FSP publicou em duas partes a íntegra da entrevista (aqui e aqui), que é bastante interessante.

Abaixo, algumas das afirmações de Steve Wozniak.

Tecnologia é como... Qualquer coisa que possibilite fazer coisas em menos passos. Ela basicamente poupa trabalho, poupa esforço. Ou poupa dinheiro para que ele possa ser aplicado de outra maneira.

[...]

Alguns dos obstáculos [ao desenvolvimento da tecnologia] eram o fato de que nós sonhávamos e projetávamos coisas 20 anos antes de ter recursos para construí-las. Então, por exemplo, nós sabíamos que um dia a memória nos permitiria ter uma música em um computador. Mas foi um longo tempo até que nós realmente pudéssemos bancá-la para colocar a música nela.
E o custo dos computadores ainda... O computador pessoal, mesmo sendo a principal tecnologia com a qual estamos familiarizados, muitas partes do mundo não têm nenhum. Elas não têm um uso para isso. O tipo de coisa em que o computador nos ajuda não se aplica tão bem a economias muito pobres.

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A educação não tem sido aperfeiçoada como deveria porque nós ainda não temos software que se assemelhe a um ser humano. Um professor de verdade, um professor humano pode aprender características de um estudante, suas expressões faciais, a altura da voz. Muitas coisinhas que nós aprendemos somente com o crescimento. Nós sabemos como dar um significado especial, como ajudar os estudantes falando com eles mais claramente, mas o computador não pode fazer isso.
O computador simplesmente não pode... Ele não sabe se você teve um dia ruim, um computador não é amigável o suficiente para perguntar-lhe sobre seus irmãos, "como eles estão?". Então o computador é basicamente um livro escolar – claro, um livro melhor, por causa da interatividade. É como uma simples ferramenta para apresentar o seu material no papel e colaborar até certo ponto.

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Acredito que as pessoas com os ideais mais elevados estão interessadas em código aberto, e são essas pessoas que têm as maiores motivações para colocar seus talentos tecnológicos para trabalhar em benefício do mundo. Elas têm um impulso interno que diz: "Eu quero tornar o mundo um lugar melhor, eu quero que as pessoas tenham mais". E elas são muito puras e muito distintas da ética comum nos negócios. É algo mais como uma ética pessoal, em que você é bom para outras pessoas, em vez de desejar uma situação em que você as controla e as trata como quiser para conseguir dinheiro. Então, basicamente, são pessoas muito puras que querem produzir algo melhor. Mas também não significa que elas sejam contra fazer dinheiro.

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Aliás, o projeto One Laptop per Child (laptop.org), de Nicholas Negroponte, é uma boa iniciativa. E precisa ser em código aberto. Você não pode dar tecnologia para pessoas muito pobres e exigir que elas fiquem presas a uma determinada empresa.”
Postado por Richard Romancini

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Pictogramas em gráficos do Excell

Abaixo, vídeo produzido por um educador (postado no YouTube), ensinando como colocar pictogramas em gráficos do Excell.

Postado por Richard Romancini

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