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segunda-feira, 2 de junho de 2014
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Mídia e Direitos Humanos
Fábio Souza da Cruz
Guilherme Camargo Massaú
Atualmente, os meios de comunicação de massa consistem no principal ou em um dos principais agentes de mediação entre o povo e o poder. Através de textos, sons e imagens, a cultura da mídia produz discursos, constrói mitos e estereótipos, sugere regras, maneiras de pensar, modas e hábitos.
Passando à frente de instituições como a família, a escola e a igreja, os meios de comunicação de massa, através dos seus veículos, adquirem, portanto, caráter centralizador na atualidade. Levando em conta essa realidade, percebemos que a mídia tradicional consiste em uma espécie de palco por onde desfilam as mais diversas forças. Neste horizonte, que é, definitivamente, político, os veículos de comunicação reproduzem as disputas entre os setores hegemônicos (ligados às chamadas camadas superiores da sociedade) e contra-hegemônicos - ou de resistência (atrelados às camadas ditas inferiores da sociedade).
Assim, quando trata de assuntos como a questão dos direitos humanos - outro foco do nosso artigo -, a mídia tradicional deveria problematizar essa complexa questão. A origem ou o aparecimento de um direito humano apresenta, em linhas gerais, algumas etapas. Entre elas está a perda da dignidade humana em qualquer nível, devido a contextos de exploração, opressão e desigualdade. Isto, por si só, merece atenção especial por parte dos nossos comunicadores. Assim, problematizar a questão dos direitos humanos consiste em reconstruir historicamente os cenários para que possamos entender as suas práticas. Significa detectar qual é a lógica vigente, quais são os setores envolvidos no processo e de que forma eles se relacionam. Porém, não é isso o que percebemos em boa parte da cobertura dos veículos de comunicação de massa. Geralmente, detectamos que a mídia utiliza uma noção simplificadora dos direitos humanos.
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sexta-feira, 23 de maio de 2014
Como nosso ritmo de vida é determinado pelas tecnologias
Patrícia Piacentini
Muitas pessoas se queixam de que não têm tempo e de que a rotina está cada vez mais acelerada. Mas será mesmo que o tempo está passando mais rápido? Para Luiz Flávio Neubert, sociólogo e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), essa percepção se dá basicamente pelo uso cada vez maior dos meios de comunicação e de transporte para resolvermos as nossas necessidades diárias. “Essas inovações tecnológicas possibilitaram a ampliação da nossa capacidade de realizar atividades e, portanto, alteraram bastante nosso estilo de vida”.
Para Neubert, a mudança com relação ao tempo é cultural e marca o estilo de vida moderno, o qual corresponde ao uso padronizado, disciplinado e produtivo do tempo, regra levada ao máximo grau em um contexto de economia global e informação digital. “Se é possível fazermos cada vez mais atividades em um mesmo dia, isso se deve ao fato de que a organização das atividades diárias se alterou historicamente: fazemos mais coisas ao mesmo tempo como, por exemplo, andar de ônibus enviando mensagens pelo telefone”, exemplifica.
A psicóloga Laura Camara Lima, vice-coordenadora do curso de Psicologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), concorda: “Nós preenchemos o dia com atividades e metas em fatias de tempo muito precisas. Tudo é muito imediato, o que dificulta planejar e pensar no futuro”. Se antes o tempo era medido por fatores externos, como a natureza e as estações do ano, hoje ele é medido precisamente, com exatidão de milionésimos de segundos pelos relógios atômicos, o que acaba regulando o tempo social. “O tempo está próximo do homem. É a interiorização do cronômetro. Você mesmo se cobra sobre o seu tempo. Além disso, uma pessoa acelera a outra”, aponta Lima.
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sexta-feira, 16 de maio de 2014
Jogo para celulares proporciona novos olhares para a cidade
Rafael Evangelista
O século XIX nos deu o flâneur. Imortalizado na literatura, ele é uma figura emblemática da área urbana de Paris, dedicada a vagar prazerosamente pelo espaço urbano, explorando, sendo afetado pelo desenho da cidade e a retratando, mas também participando de sua vida cultural.
Já nosso século parece trazer outro tipo de figura. Seus olhos não estão mais somente no que as cidades revelam aos olhos nus. Embora os pés possam estar nas ruas, a atenção se divide com uma tela brilhante. Aparentemente, ela leva a outros lugares, em conversas com interlocutores e mundos que não estão fisicamente ali. Mas a tela também pode revelar mais do que os caminhos habituais sugerem, inspirar novos olhares e mostrar lugares que pareciam escondidos. Fazer ver que existe vida nos caminhos de todo dia, seja num grafite, numa praça, num monumento histórico, num prédio para o qual só se olhava o rodapé, e não a bela cúpula, ou na vizinhança, que sempre esteve lá, mas que não fazia parte da rota do olhar habitual.
Essas são as potencialidades, ainda muito pouco exploradas, dos aplicativos de realidade aumentada (ou expandida, como preferem alguns). Eles usam recursos dos celulares mais modernos, como o GPS, a câmera e a internet, para projetarem outra camada de dados no olhar tradicional. A partir da localização do usuário, por exemplo, surgem itens na tela, imagens (que podem ou não ter a ver com o mundo real) com as quais é possível interagir, explorar, obter informações.
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terça-feira, 8 de outubro de 2013
Univesp e o ensino superior paulista
No dia 25 de junho de 2013, o Professor Carlos Vogt ministrou a palestra "Univesp e o ensino superior paulista", na Superintendência de Tecnologia da Informação da Universidade de São Paulo. Ela foi gravada e pode ser vista acima. Vogt, que é o presidente da Universidade Virtual do Estado (Univesp), falou sobre o ensino superior no estado de São Paulo e o papel da Univesp.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Aulas na rede
Cristina Caldas
15/06/2012
Ana Luisa Santos, empreendedora de tecnologia, é brasileira e mora no Rio de Janeiro. No final do ano passado, ela e mais 91.733 pessoas de 130 países se inscreveram em um curso on-line sobre banco de dados, oferecido de graça pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Foram três meses assistindo a aulas transmitidas pela internet, no formato de vídeos curtos, em que Jennifer Widom, professora do departamento de Ciências da Computação, explicava os conceitos básicos. Ana e seus colegas fizeram exercícios e provas curtas semanalmente, participaram de fóruns de discussão e completaram duas provas longas no decorrer do curso.
Ao final do período das aulas, 6.513 alunos, incluindo Ana, receberam o certificado oficial de conclusão do curso pela prestigiosa universidade californiana. O sucesso deste e de outros cursos oferecidos por Stanford - seguindo o mesmo formato, conhecido pela sigla em inglês MOOC (massive online open course, ou curso on-line aberto ao grande público) - foi tanto que três professores da instituição fundaram em seguida duas empresas na área de cursos virtuais, a Udacity e a Coursera.
Com o anúncio recente do lançamento de consórcios entre universidades norte-americanas de elite para o desenvolvimento de plataformas educacionais online, será cada vez mais fácil frequentar cursos nas melhores universidades do mundo, sem custo ou a um baixo custo, assim como fez Ana.
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Imagem: opensourceway.
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