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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

E-book: Jovens, Media e Estereótipos


Resultado da dissertação de mestrado da autora, de 2007, o livro Jovens, Media e Estereótipos: diário de campo numa escola dita problemática buscou utilizar o cinema como meio para reflexão sobre a violência, cidadania e juventude. Nesse sentido, trabalha com jovens de uma escola secundária de Lisboa, em Portugal, na discussão de filmes e na produção de um trabalho audiovisual.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Sherry Turkle: “Nós desejamos esquecer que temos nos tornado os instrumentos de nossa própria vigilância”

Foto: jeanbaptisteparis (CC Wikipédia)
O texto a seguir, de Sherry Turkle, é da publicação Is the Internet Changing the Way You Think?: The Net's Impact on Our Minds and Future (2011).

*
Você olha para uma tela em sua casa ou na sua mão. Você a reconhece, ela é passiva e brilha – todas as coisas parecem prometer segurança e um espaço limitado. Porém, o sentimento de enviar um e-mail ou mensagem instantânea de texto está em desacordo com sua realidade. Você se sente numa zona que é privada e efêmera. Isso explica porque as pessoas, gente sofisticada, continuam a enviar e-mails e mensagens de texto que registram seus desvios legais e desnorteiam suas famílias. Isso gera manchetes. Outras consequências da desconexão evidenciam-se na vida interior da geração que cresceu no modo conectivo sempre-on/sempre-on-you. A desconexão molda a sensibilidade psicológica e política deles.

Dawn, 18 anos, “limpa” a sua página do Facebook logo depois que recebe a carta de aceitação na faculdade. Ela diz, “Não quero histórias e fotos de festas colegiais e de garotos lá. Quero um novo começo”. Mas ela não pode deletar tanto assim. Suas amigas têm fotos dela nas suas páginas e mensagens dela em seus murais. Tudo isso irá permanecer. E, na internet, as palavras “deletar” e “apagar” são metafóricas; arquivos, fotos, mensagem e histórico de pesquisa são eliminados somente da sua vista. Tudo isso perturba Dawn. Ela diz, “É como se alguém estivesse para descobrir um segredo horrível que eu não se deixei em algum lugar”.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Bahia realiza a I Conferência Livre Estadual de Juventude e Comunicação

Mobilizar a juventude para a participação política pelo direito à comunicação, avaliando as resoluções da I Conferência de Comunicação Social da Bahia e propor políticas de comunicação para o jovem, é o principal objetivo da I Conferência Livre Estadual de Juventude e Comunicação, que irá acontecer no dia 17 de outubro de 2009, a partir das 9h, na Biblioteca Pública dos Barris. O evento é uma iniciativa do Conselho Estadual de Juventude (Cejuve), da Faculdade de Comunicação da UFBA, da ONG Cipó Comunicação Interativa, do Coletivo Intervozes e da Rede de Adolescentes e Jovens Comunicadores e Comunicadoras.

O público será formado por jovens baianos da capital e do interior, provenientes do Ensino Superior, de ONGs, entidades estudantis, movimentos sociais e do próprio Cejuve. “Pretendemos fazer um olhar geracional sobre a comunicação. A galera entre os 15 e 30 anos que deve participar da Conferência Livre tem muito a falar e a contribuir para essa discussão”, diz o coordenador de juventude da Secretaria de Relações Institucionais (Serin), Éden Valadares. O termo “livre”, segundo Éden, vem do fato de ser uma conferência espontânea e autônoma, ou seja, encontra-se fora das etapas eletivas que caracterizam as principais conferências do país. “Não serão eleitos delegados e não haverá resoluções, mas levantaremos discussões importantes e apontaremos caminhos para as principais políticas de comunicação para o jovem”.

A I Conferência Livre Estadual de Juventude e Comunicação irá se dividir em dois eixos: Juventude e Direito à Comunicação (discutido em uma mesa pela manhã) e Juventude, Educação e Comunicação (discutido no período da tarde). Logo após os levantamentos e debates serão criados Grupos de Discussão, responsáveis por identificar propostas na área de educação e comunicação ligadas à juventude entre as resoluções da Conferência Estadual de Comunicação Social da Bahia. O grupo deve estudar uma das temáticas da conferência da Bahia e analisar as resoluções observando se elas necessitam de: supressão, adição ou modificação. A Conferência Livre pretende fazer uma instalação no Terminal da Lapa, onde haverá gravações de depoimentos de jovens.

SERVIÇO:

O QUÊ? Conferência Livre Estadual de Juventude e Comunicação

QUANDO? 17 de outubro, a partir das 9h

ONDE? Biblioteca Pública dos Barris

Veja o programa a partir do "Leia mais".

PROGRAMAÇÃO:

Dia 17/10

9h – Abertura oficial: Mesa com participação de Representante do Cejuve (Juremar – presidente); Rede de Adolescentes e Jovens Comunicadores e Comunicadoras (Nilton Lopes); Representante da COE – Comunicação (Marilda Castelar – CRP), Representante da Agecom (Robinson Almeida ou Rosely Arantes); Representante da Secretaria de Relações Institucionais (Éden Valadares).

Mesa redonda 1: Juventude e Direito à comunicação

Tema...........................................................................Palestrante

Comunicação como direito humano........................Pedro Caribé - Intervozes

Políticas Públicas de Juventude e Comunicação...Bruna Hercog – Vida Brasil

Participação Política e Controle Público.................Emiliano José - Deputado

Comunicação e Diversidades....................................Maira - Unegro

Mediação: Instituto de Mídia Étnica


Almoço


Ato Público – mostra de produção midiática juvenil comemorando o Dia Nacional pela Democratização da Comunicação (17 de outubro);


Tarde

Mesa redonda 2: Juventude, Educação e Comunicação

Tema....................................................Palestrante

Acesso, Produção e Difusão...............Ana Fernanda - CRIA

Educação e Comunicação..................Sarah Roberta - CIPÓ

Juventude e Novas Tecnologias.......A confirmar

Mediação: Instituto Aliança


Encerramento

Plenária: apresentação dos resultados


MAIS INFORMAÇÕES:

Secretaria de Relações Institucionais (Serin)
Contato: Éden Valadares – Coordenação de Juventude (71 3115-9477/9972-6064)

Conselho Estadual de Juventude (Cejuve)
Contato: Juremar Oliveira – Presidente (71 3115-9572)

Instituto Aliança
Contato: Rebeca Ribas – Conselheira do Cejuve (71 9187-0654)

CIPÓ Comunicação Interativa
Contato: Nilton Lopes – Conselheiro do Cejuve (71 8148-6123)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Jovens definem prioridades para a Conferência Nacional de Comunicação

A Conferência Livre de Comunicação e Juventude de Belo Horizonte e Região Metropolitana reuniu no dia 10 de outubro de 2009, sábado, das 13h às 19h, cerca de 80 pessoas, em sua maioria jovens que atuam na produção de mídia em suas comunidades, organizados em coletivos, vinculados à grupos e entidades de promoção dos Direitos Humanos, participantes de projetos de comunicação/educação. A atividade aconteceu no Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais e teve como tema gerador “A mídia do Jovem e o Jovem na Mídia". Ao final do encontro foi aprovada uma declaração onde os jovens afirmam suas prioridades. Veja detalhes a partir do "Leia mais".

Na Conferência Livre de Comunicação e Juventude de Belo Horizonte e Região Metropolitana, os participantes foram distribuídos em 4 grupos com temas diretamente relacionados à atuação e às demandas dos jovens no campo da Comunicação Social no nosso país, a saber:
GT1 – Educação para a Mídia
GT2 – Novas Tecnologias
GT3 – Diversidade e Participação Social
GT4 – Mídias Comunitárias

O resultado dos trabalhos será encaminhado à Conferência Mineira de Comunicação de acordo com o temário nacional que estabelece os seguintes eixos:
EIXO 1 - Produção de Conteúdo,
EIXO 2 - Meios de Distribuição,
EIXO 3 - Cidadania: Direitos e Deveres.

As 12 prioridades eleitas na Conferência Livre de Comunicação e Juventude de BH e RMBH foram:

GT1 - Educação para a Mídia:
Implantar disciplina nos Ensino Fundamental e Médio de Mídia e Cidadania, com condições de trabalho adequadas para os profissionais que irão ministrá-la. (28 votos). EIXO 3 - Cidadania: Direitos e Deveres.
Criar e potencializar laboratórios especializados em comunicação nas escolas com profissionais preparados para trabalhar com os estudantes. (20 votos) EIXO 1 - Produção de Conteúdo
Garantir que a legislação que prevê espaço para as produções independentes, comunitárias e regionalizadas nas tvs abertas seja cumprida - checar o percentual previsto e o que tem sido cumprido. (16 votos) EIXO 1 - Produção de Conteúdo

GT 2 – Novas Tecnologias:
Universalização da internet de banda larga como política pública, utilizando os recursos do FUST (Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações) e demais fundos públicos. (29 votos) EIXO 2 – Meios de Distribuição
Garantia na rede da privacidade dos usuários, da liberdade de expressão, de opinião, de produção e distribuição de conteúdos. (23 votos) EIXO 3 - Cidadania: Direitos e Deveres.
Incentivo ao desenvolvimento de tecnologias nacionais de comunicação, através de políticas de fomento. (18 votos) EIXO 1 - Produção de Conteúdo

GT 3 – Diversidade e Participação Social
Política de estado de fomento a criação de mídias alternativas e comunitárias, na forma de um fundo público, contemplando a diversidade social e a participação dos jovens. (24 votos) EIXO 1 - Produção de Conteúdo
Criar conselhos municipais e estaduais de comunicação que sejam deliberativos e fiscalizem a comunicação e garantam a diversidade nos meios de comunicação e que sejam formados por pluralidade de segmentos, localidades, membros eletivos e indicados pela sociedade civil e com maioria da sociedade civil e que garantam a participação dos jovens. (14 votos) EIXO 3 - Cidadania: Direitos e Deveres.
Reformulação das formas de participação popular nos conselhos gestores dos meios de comunicação estatais, públicos e ou comunitários. (14 votos) EIXO 3 - Cidadania: Direitos e Deveres.

GT 4 – Mídias Comunitárias:
Agilidade no processo de legalização dos pedidos de autorização e outorga para as rádios e TVs comunitárias. (24 votos) EIXO 2 – Meios de Distribuição
Garantir recursos financeiros e materiais para os diferentes veículos criados pelos grupos, coletivos e movimentos através de políticas públicas de manutenção financeira, mas que garantam a sua autonomia editorial, ideológica, política, etc. (18 votos) EIXO 1 - Produção de Conteúdo
Estimular a criação pelos grupos, coletivos e movimentos organizados de seus próprios veículos de comunicação. (18 votos) EIXO 1 - Produção de Conteúdo

Além das 12 prioridades eleitas, foram elencadas outras 19 diretrizes:

GT1 - Educação para a Mídia:
Formação de professores, na universidade e em serviço, para que estejam preparados para fazer uma leitura crítica da mídia e insiram este tema em sua atuação. (15 votos) EIXO 3 - Cidadania: Direitos e Deveres.
Dar visibilidade a experiências de comunicação desenvolvidas com estudantes e promover sua disseminação como estratégia de inclusão social. (14 votos) EIXO 3 - Cidadania: Direitos e Deveres.
Produzir e disseminar, por meio de campanha para escolas e meios de comunicação, informações sobre o que é a classificação indicativa. (6 votos) EIXO 3 - Cidadania: Direitos e Deveres.

GT 2 – Novas Tecnologias:
Garantia de multi-programação nos canais digitais de rádio e televisão, democratizando as concessões dos canais. (15 votos) EIXO 2 – Meios de Distribuição
Contra propostas de regulamentação da internet que violem os direitos humanos, (civis, politicos, sociais, etc...) distribuição. (8 votos) EIXO 3 - Cidadania: Direitos e Deveres.
Políticas públicas de fomento à comunicação popular, garantindo a apropriação de meios de produção, difusão e de acesso. (7 votos) EIXO 1 - Produção de Conteúdo

GT 3 – Diversidade e Participação Social:
Descriminalização das mídias alternativas, através da reformulação das leis de radiodifusão comunitária. (12 votos) EIXO 2 – Meios de Distribuição
Direcionar o uso dos equipamentos públicos que sirvam para produção, fomento e distribuição e veiculação de conteúdo de comunicação alternativa e comunitária nas comunidades (garantindo uma participação do jovem). (8 votos) EIXO 1 - Produção de Conteúdo
Garantir o controle social da comunicação. (8 votos) EIXO 3 - Cidadania: Direitos e Deveres.
Regulamentação do artigo 221 da Constituição Federal, com vistas ao estímulo às produções regionais e independentes. (5 votos) EIXO 1 - Produção de Conteúdo
Obrigatoriedade de existência de ouvidorias nos veiculos da radiodifusão comercial. (5 votos) EIXO 3 - Cidadania: Direitos e Deveres.
Diversificação de novas mídias e produção de comunicação que represente todos os setores da sociedade, incluindo a participação da juventude. (4 votos) EIXO 1 - Produção de Conteúdo
Criação de leis que regulamentem as midias alternativas e comunitárias (reformular a lei das radios comunitárias) . (3 votos) EIXO 2 – Meios de Distribuição
Criação de uma ouvidoria de comunicação no Ministério da Comunicação. (2 votos) EIXO 3 - Cidadania: Direitos e Deveres.

GT 4 – Mídias Comunitárias:
Revisão das leis referentes a TV e rádios comunitárias no sentido de ampliar a democratização destes veículos. (16 votos) EIXO 2 – Meios de Distribuição
Descriminalização dos movimentos sociais e grupos produtores de veículos comunitários e alternativos. E também a indenização por danos morais de comunicadores comunitários que já foram presos, condenados ou estão sendo processados. (12 votos) EIXO 3 - Cidadania: Direitos e Deveres.
Criar conselhos gestores institucionalizados para monitoramento e fiscalizar a concessão das mídias comunitárias. Este mesmo conselho irá de fiscalizar os conteúdos das mídias comunitárias. (11 votos) EIXO 3 - Cidadania: Direitos e Deveres.
Estimular processos formativos de educação pra mídia para uma análise crítica dos conteúdos veiculados não somente nos meios de comunicação comunitária. (6 votos) EIXO 3 - Cidadania: Direitos e Deveres.
Democratizar a diretoria gestora de emissoras de TV e rádio comunitárias, de forma que esta seja composta pelos diferentes movimentos, entidades e grupos organizados que atuam em determinada comunidade. EIXO 3 - Cidadania: Direitos e Deveres.

Belo Horizonte, 10 de outubro de 2009.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Carta Aberta da I Conferência Nacional Livre "Juventude e Comunicação"

Adolescentes e jovens do Brasil,

Eugenio Bucci, um dos participantes da mesa de debates As/Os jovens e adolescentes do Brasil, participantes da I Conferência Nacional Livre "Juventude e Comunicação", que aconteceu em São Paulo, vêm socializar suas recomendações, propostas e suas considerações para a I Conferência Nacional de Comunicação.

Integrantes de redes, grupos e movimentos sociais, que atuam pela participação de jovens na construção da cidadania e garantia dos direitos humanos à comunicação, acreditamos que a conferência é um passo importante para a revolução da comunicação, no sentido não apenas de consumir, mas também de produzir, interagindo e formando alianças e parcerias.

Queremos que as juventudes não sejam meras espectadoras, mas participantes em todo o processo de construção dessa Conferência Nacional de Comunicação, tanto no âmbito local quanto no âmbito nacional, considerando que a população jovem representa 48 milhões. É importante salientar que boa parte dos produtos de comunicação são dedicados à faixa etária 12 a 29 anos, seja na programação da TV, seja pelo repertório de rádio, cinema, internet. Isso caracteriza a(o)
adolescente e a(o) jovem como o maior público dos meios de comunicação brasileiros. Vale ainda ressaltar que os veículos de comunicação têm papel importante na formação desse público, influenciando diretamente padrões de comportamento e atitudes.

Na crença de que é preciso promover o acesso aos meios de produção, propiciar estímulo e fortalecer o potencial criativo dos jovens brasileiros e o conceito da comunicação como um direito inalienável, apresentamos a seguintes propostas:

Galera participando da ConferênciaImagem do jovem na mídia

*Incremento da programação para crianças e adolescentes na grande mídia, com a intenção de trazer temas políticos, sociais e/ou culturais.

*Usar os meios de comunicação como ferramenta de aprendizado para adolescentes e jovens.

*Incentivar as(os) comunicadoras(es) adolescentes e jovens (juvenis) a propagar os meios de comunicação alternativos entre as(os) jovens que não têm contato com os mesmos como forma driblar os estereótipos exibidos na grande mídia.

*Propor pautas à mídia tradicional que contemplem a realidade da juventude brasileira.

*Articular parceria com o CONJUVE - Conselho Nacional da Juventude - de modo a pressionar o Governo Brasileiro para dar mais representatividade às(aos) jovens em eventos voltados para comunicação.

Participação popular e controle social dos meios;

*Construção de um marco legal (ex: estatuto) da comunicação elaborado pela sociedade civil com o poder público;

*Financiamento público para mídias comunitárias e redirecionamento de parte da verba pública destinada a propaganda para veiculação em mídias comunitárias e alternativas.

*Gestão compartilhada por meio de conselhos de comunicação que já existem e criação de conselhos estaduais e municipais.

*Criar políticas públicas de disseminação do conceito da comunicação como um direito humano, em especial para adolescentes e jovens. Exemplos: Revista Viração, educom.radio, diálogos setoriais e outras iniciativas da área.

Internet e novas tecnologias

*Transformar o acesso de alta velocidade à Internet em um direito, estabelecendo em todo o território nacional redes públicas de difusão do sinal de banda larga.

*Estabelecer, no sistema público de ensino, um programa de formação em linguagens, técnicas, tecnologias, ética, princípios de compartilhamento da comunicação livre.

*Maior clareza, transparência e debate popular em ações que visem à regulamentação e normatização do acesso e uso da Internet.

*Qualificar o uso das "lan houses", oferecendo aos usuários e proprietários estímulos fiscais e tarifários e de crédito para que disponibilizem, em contrapartida, serviços de formação como os
descritos no tópico anterior.

Comunicação e diversidade

*Garantir a inclusão e o respeito à diversidade étnica/racial, de gênero e identidade de gênero, de orientação sexual religiosa e política.

*Ampliar a circulação dos produtos culturais, em especial de produção independente, garantindo a consolidação de espaços de liberdade de expressão.

*Que seja garantida participação (não apenas nas campanhas de saúde) nas campanhas publicitárias institucionais à representação dos grupos étnicos-raciais, de gênero e de identidade de gênero, religiosa e de orientação sexual.

*Garantir políticas públicas de fomento à implementação dos pontos de mídia livre e independente.

*Garantir, por meio de políticas públicas, concessões de veículos comunitários por plebiscito popular para rádios em todo Brasil.

*Garantir, por meio de políticas públicas, a paridade de investimento por Estado.

*Estabelecer que o Conselho Nacional de Comunicação fiscalize os veículos de comunicação quanto às terminologias usadas em suas publicações, principalmente àquelas relacionadas aos direitos da criança e da(o) adolescente e juventude.

Propostas Mídia e Educação:

*Que seja garantido, por meio de políticas públicas, em todas as escolas públicas de ensino fundamental, médio e universidade, núcleos de comunicação gerenciados pelos estudantes;

*Educação para mídia nas escolas estaduais por meio de educadores preparados para discutir e trabalhar o tema;

*Produção e veiculação de conteúdos juvenis.

Concessão e concentração dos veículos de comunicação

*Criar centrais públicas de produção e formação em comunicação, com disponibilização de equipamentos para interessados em construir seus próprios produtos;

*Ampliar fundos públicos permanentes e com volume significativo de recursos para produção e veiculação de conteúdo realizado pela juventude;

*Criar um Conselho Nacional de Comunicação com ampla participação da sociedade civil, inclusive da juventude, para regulação dos meios de comunicação e das concessões, com mecanismos para evitar a predominância de interesses particulares no interior desse conselho;

*Garantir que a comunicação seja pautada nos espaços de educação formal;

*Democratizar a gestão das emissoras públicas e comunitárias com o fortalecimento da produção coletiva e compartilhada;

*Estabelecer medidas anti-concentração horizontal, vertical e cruzada dos meios de comunicação, com a regulamentação do artigo 220 da Constituição Federal;

*Garantir instrumentos de defesa contra violação dos Direitos Humanos nos meios de comunicação, especialmente dos direitos das crianças e dos adolescentes;

*Regulamentar tempo mínimo de veiculação de produção comunitária e independente nas TVs abertas e na TV por assinatura;

*Reservar espectro para emissoras públicas e comunitárias no rádio e na televisão.

Queremos convocar a todas e todos a unir esforços para que nossas recomendações sejam consideradas. Reiteramos que unir forças significa lutar junto à mídia para levarmos cultura, entretenimento e educação de boa qualidade para toda a população. E que nós jovens, sejamos
construtores do presente, vislumbrando um futuro mais justo e igualitário para todos e todas.

Saudações

Assinam essas propostas:

Ação Educativa - São Paulo (SP)

Adolescentes Comunicadores da Plataforma dos Centros Urbanos - São Paulo

Alice - Agência de Notícias dos Direitos dos Adolescentes - Porto Alegre
(RS)

Aracati

Arroz, Feijão Cinema e Vídeo

Artigo 19

Associação Cidade Escola Aprendiz - São Paulo (SP)

Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo

Associação dos Geógrafos Brasileiros

Associação Eremim

Associação Frida Kahlo

Associação Imagem Comunitária - Belo Horizonte (MG)

Associação Jovem do Monte Líbano

Associação Marly Cury

Associação Outras Palavras

Bemfam - Recife (PE)

Cala-boca já morreu - São Paulo (SP)
Casa da Juventude Padre Burnier - Goiânia (GO)

Catavento Comunicação e Educação Ambiental - Fortaleza (CE)

Cenpec

Centro Acadêmico da Universidade Federal de Alagoas - Maceió (AL)

Centro Acadêmico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Natal (RN)

Centro Cultural Bájò Ayò - João Pessoa (PB)

Centro Cultural Escrava Anastácia - Florianópolis (SC)

Centro de Referência da Juventude - Vitória (ES)

Centro Paula Souza

Cidade Escola Aprendiz

Cine Anônimo

Cipó Comunicação Interativa - Salvador (BA)

Ciranda - Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência
- Curitiba (PR)

CNSA - Comunidade Nosa Senhora dos Artistas

Coletivo de Jovens Feministas de Pernambuco

Coletivo de Vídeo Popular

Comissão Paulista ProConferência - São Paulo (SP)

Conselho Estadual da Juventude da Bahia

Conselho Municipal da Juventude

CPI - Comunidade Periférica Informada

Creca Tatuapé - Casa Dom Luciano

Cria - Centro de Referência Integral de adolescentes - Salvador (BA)

Cufa - Cuiabá (MT)

Federação das Mulheres Paulistas

FELCO - Festival Latinoamericano de La Clase Obrera

Formare

Fórum de Defesa da Criança e do Adolescente - São Mateus

Fundação Athos Bulcão - Brasília (DF)

Fundação Friedrich Ebert/ C3 e UNICEF

Fundação Iochpe

Funzine Catraca: Pede Passagem

Girassolidário - Agência em Defesa da Infância e Adolescência - Campo
Grande (MS)

Grupo Cultural Entreface - Belo Horizonte (MG)

Grupo Escoteiro Quarupe

Grupo Jovens Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas - Porto Velho (RO)

Grupo Jovens Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas - Teresina (PI)

Grupo Okun de Cultura Afro-Brasileira

Instituto Alana - Projeto Criança e Consumo

Instituto GENS

Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Cidadania - Anápolis (GO)

Instituto Paulista da Juventude - São Paulo (SP)

Instituto Paulo Freire - São Paulo (SP)
Intervozes - São Paulo (SP)

Instituto Pólis / Coletivo Griots

Jornal Brasil de Fato

Jornal Cidadão - Rio de Janeiro (RJ)

Kizomba

Matraca - Agência de Notícias dos Direitos da Criança e do Adolescente
- São Luís (MA)

Movimento Um Milhão de Histórias de VIdas de Jovens

Movimento Sou + Jovem

Museu da Pessoa

Nossa Tela

Oficina de Imagem - Belo Horizonte (MG)

Oficina Escola de Lutheria da Amazônia - Manaus (AM)

Ohana - Peace Child Brasileira

ONG Plugados na Educação

Organização da Juventude - Coral Cades

Pastoral da Juventude

Patchols Família

Plataforma dos Centros Urbanos

Programa Municipal de DST/Aids de Campinas

Projeto Meninos e Meninas de Rua

Quarto Mundo

Rádio Interna da Escola e Jornal da Comunidade Onde Moro

Rede de Jovens Comunicadores da Baixada Maranhense - São Luís (MA)

Rede Interferência

Rede MAB - Movimento das (os) Adolescentes do Brasil

Rede Nacional de Jovens e Adolescentes Vivendo com HIV/Aids

Rede Nacional de Jovens e Adolescentes Vivendo com HIV/Aids

Rede Sou de Atitude - São Luís (MA)

Revista Caros Amigos

Revista Viração - São Paulo (SP)
Saúde e Prevenção nas Escolas

Sem Placas - Sem Fronteiras

SENAC - São Paulo

SIM - Comissão Permanente do Fórum Sobre a Violência

Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo - Regional Vale do
Paraíba e Litoral Norte

Skate Solidário

UNIPOP - Belém (PA)

Fonte: http://www.revistaviracao.org.br/artigo.php?id=2410