Mostrando postagens com marcador Paulo Freire. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paulo Freire. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Angicos: uma experiência política



O professor italiano Paolo Vittoria entrevista Marcos José de Castro Guerra, que participou da experiência de alfabetização em Angicos (1963), cidade do Rio Grande do Norte, desenvolvida a partir de propostas de Paulo Freire. Guerra tinha 21 anos na época e era do movimento estudantil. Em sua fala, ele destaca os aspectos contextuais da experiência de alfabetização em Angicos, incluindo seu conteúdo político. Tratava-se, conforme a meta da pedagogia freiriana, de favorecer não apenas a leitura da palavra, mas também a do mundo, de modo que os educandos superassem a "consciência ingênua" e se percebessem como agentes transformadores da realidade.

Especial Paulo Freire - 50 anos de Angicos



Há 50 anos ocorreu o experimento de alfabetização de adultos, realizado por Paulo Freire, na cidade de Angicos, no Rio Grande do Norte, no qual participaram 300 moradores. Na reportagem acima, da TV PUC, essa experiência é lembrada, assim como são discutidos os pressupostas da proposta freiriana de educação, por estudiosos do assunto e das ideias desse teórico, como Moacir Gadotti, Lisete Arelaro e outros.
+ Leia também uma matéria do NET Educação sobre os 50 anos da experiência de Angicos.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Legado de Paulo Freire



O vídeo acima, produzido pela UnivespTV, apresenta, tanto aspectos biográficos que marcam a construção das ideias de Paulo Freire, quanto desdobramentos que estas têm na prática deste educador e de outros professores. Nota-se, conforme a avaliação de especialistas, a importância de que Freire seja lido historicamente, com a preocupação de contínua atualização do pensamento do autor, para que o enfretamento das situações contemporâneas, a partir das propostas de Freire, seja mais produtivo.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A Filosofia de Paulo Freire



Fontes de influências às ideias pedagógicas de Paulo Freire, como a fenomenologia, o cristianismo e o marxismo são explicitadas nesse programa da UnivespTV. Pesquisadores da obra de Freire, como os professores Silvio Gallo e Alípio Casali, discutem questões como essa.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Las siete miradas de Paulo Freire (repostagem)



Um vídeo da Universidad de la IV República, do México, enfocando algumas perspectivas a respeito de Paulo Freire.

Postagem original em 01/08/2012.

Paulo Freire: Pedagogia da Esperança (repostagem)



O vídeo acima, realizado por estudantes da Universidad Nacional da Colômbia, procura apresentar as ideias principais do livro Pedagogia da Esperança, de Paulo Freire.

Postagem original em 19/11/2012.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Paulo Freire: Pedagogia da Esperança



O vídeo acima, realizado por estudantes da Universidad Nacional da Colômbia, procura apresentar as ideias principais do livro Pedagogia da Esperança, de Paulo Freire.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Las siete miradas de Paulo Freire



Um vídeo da Universidad de la IV República, do México, enfocando algumas perspectivas a respeito de Paulo Freire.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A queima de livros no Arizona


Já se comentou aqui o banimento de livros de Paulo Freire e outros autores no Arizona, nos EUA. Em fevereiro deste ano, o educador Henry A. Giroux, que foi colega de Freire, tendo escrito trabalhos com ele, escreveu um texto sobre o fato -- Book Burning in Arizona --, contextualizando-o. Segundo Giroux, o que se vê nos EUA é um movimento no qual:

O ressentimento e o desprezo pela igualdade atravessam o fanatismo com tais forças que impulsionam políticos conservadores e burocratas anti-público, para punir os marginalizados pela raça e etnia, enquanto buscam também eliminar aquelas esferas públicas, órgãos de conhecimento e relações sociais que dão voz a histórias complexas de diferença e as aos múltiplos níveis culturais e de corpos de conhecimento que permitem aos designados sem voz narrar suas histórias. As políticas que acompanham esta política de ressentimento, intolerância e desprezo para com aqueles considerados patológicos e descartáveis promove uma forma de  anti-intelectualismo racista-flexionado, cujo objetivo é regulamentar as ideias, indivíduos e grupos que oferecem uma diferente -- e, muitas vezes, crítica -- leitura da paisagem histórica, política, cultural e a social."

Vale notar que outros artigos de Giroux também são encontrados na internet, e vários deles estão organizados no site do autor.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Paulo Freire: patrono da educação brasileira



Conforme noticiaram órgãos como o portal G1, uma lei publicada no "Diário Oficial da União" na última segunda-feira declarou o educador Paulo Freire patrono da educação brasileira. A lei é assinada pela presidente Dilma Roussefff.

Acima, você pode ver um programa Globo Ciência, em que a vida e a obra de Freire são abordadas. A partir da aba Vídeo do blog, você pode ver também o documentário Paulo Freire Contemporâneo.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Projeto “Paulo Freire Memória e Presença” disponibiliza mais de 3 mil fotos

Lutgardes Freire durante gravação do livro
"Pegadogia do Oprimido". Fonte: IPF.

O projeto “Paulo Freire Memória e Presença: preservação e democratização do acesso ao patrimônio cultural brasileiro”, do Instituto Paulo Freire (IPF), com o patrocínio da Petrobras, concluiu, na última sexta-feira (30/03), a disponibilização de mais de três mil fotos. São fotos em que o educador Paulo Freire (1921-1997) foi registrado ou de eventos em que foi homenageado. Lançado em 28 de junho de 2011, o projeto deve ser concluído em junho deste ano.

Leia a notícia completa no site do IPF.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Paulo Freire banido, no Arizona

No que seria uma perseguição à população falante de línguas hispânicas nos EUA e aos chamados Estudos Hispânicos, uma série de livros foram banidos das escolas de Tucson, no Arizona. Entre eles, Pedagogia do oprimido, de Paulo Freire.

No blog de uma professor ucraniana radicada nos EUA (aqui), ela comenta, com ironia, que Paulo Freire tornou-se um "inimigo do povo" e que 

When you get to the point where you ban Paulo Freire and [o livro] Rethinking Columbus, there is no hope for you. I always thought that schools were places that promoted learning and reading, that they fostered the culture of appreciating the written word. And now books are banned? And such brilliant books, too?"

O jornal Brasil de Fato, há poucos dias, também publicou uma notícia sobre esse fato bizarro (aqui).

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Declarada a anistia ao educador Paulo Freire, com pedido de perdão

Em julgamento nesta quinta-feira, 26, durante o Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, foi declarada a anistia do educador Paulo Freire. A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, que analisou o requerimento feito pela viúva Ana Maria Freire, em 2007, sob a ótica da perseguição política sofrida pelo educador à época da ditadura, também pediu desculpas pelos atos criminosos cometidos pelo Estado.

“Esse pedido de perdão se estende a cada brasileiro que, ainda hoje, não sabe ler sua própria língua”, disse o relator do processo, Edson Pistori. Para ele, a perseguição a Paulo Freire pela ditadura se traduz no impedimento à alfabetização de milhares de cidadãos e, principalmente, à conscientização de cada um deles sobre a própria condição social.

Notícia do Portal do MEC, leia a íntegra aqui.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ensinar, aprender: leitura do mundo, leitura da palavra

http://www.paulofreire.org/twiki/pub/Crpf/CrpfAcervo000039/Paulo_Freire_na_biblioteca_do_IPF_(Instituto_Paulo_Freire).png

Ninguém que lê, que estuda, tem o direito de abandonar a leitura de um texto como difícil porque não entendeu o que significa, por exemplo, a palavra epistemologia.

Assim como um pedreiro não pode prescindir de um conjunto de instrumentos de trabalho, sem os quais não levanta as paredes da casa que está sendo construída, assim também o leitor estudioso precisa de instrumentos fundamentais, sem os quais não pode ler ou escrever com eficácia. Dicionários, entre eles o etimológico, o de regimes de verbos, o de regimes de substantivos e adjetivos, o filosófico, o de sinônimos e de antônimos, enciclopédias. A leitura comparativa de texto, de outro autor que trate o mesmo tema cuja linguagem seja menos complexa.

Usar esses instrumentos de trabalho não é, como às vezes se pensa, uma perda de tempo. O tempo que eu uso quando leio ou escrevo ou escrevo e leio, na consulta de dicionários e enciclopédias, na leitura de capítulos, ou trechos de livros que podem me ajudar na análise mais crítica de um tema — é tempo fundamental de meu trabalho, de meu ofício gostoso de ler ou de escrever.

[...]

A compreensão do que se está lendo, estudando, não estala assim, de repente, como se fosse um milagre. A compreensão é trabalhada, é forjada, por quem lê, por quem estuda que, sendo sujeito dela, se deve instrumentar para melhor fazê-la. Por isso mesmo, ler, estudar, é um trabalho paciente, desafiador, persistente.

Não é tarefa para gente demasiado apressada ou pouco humilde que, em lugar de assumir suas deficiências, as transfere para o autor ou autora do livro, considerado como impossível de ser estudado.

[...]

Nas culturas letradas, sem ler e sem escrever, não se pode estudar, buscar conhecer, apreender a substantividade do objeto, reconhecer criticamente a razão de ser do objeto.

Um dos equívocos que cometemos está em dicotomizar ler de escrever, desde o começo da experiência em que as crianças ensaiam seus primeiros passos na prática da leitura e da escrita, tomando esses processos como algo desligado do processo geral de conhecer. Essa dicotomia entre ler e escrever nos acompanha sempre, como estudantes e professores. "Tenho uma dificuldade enorme de fazer minha dissertação. Não sei escrever", é a afirmação comum que se ouve nos cursos de pós-graduação de que tenho participado. No fundo, isso lamentavelmente revela o quanto nos achamos longe de uma compreensão crítica do que é estudar e do que é ensinar.

[...]

Aos que estudamos, aos que ensinamos e, por isso, estudamos também, se nos impõe, ao lado da necessária leitura de textos, a redação de notas, de fichas de leitura, a redação de pequenos textos sobre as leituras que fazemos. A leitura de bons escritores, de bons romancistas, de bons poetas, dos cientistas, dos filósofos que não temem trabalhar sua linguagem a procura da boniteza, da simplicidade e da clareza.

Se nossas escolas, desde a mais tenra idade de seus alunos se entregassem ao trabalho de estimular neles o gosto da leitura e o da escrita, gosto que continuasse a ser estimulado durante todo o tempo de sua escolaridade, haveria possivelmente um número bastante menor de pós-graduandos falando de sua insegurança ou de sua incapacidade de escrever.

Se estudar, para nós, não fosse quase sempre um fardo, se ler não fosse uma obrigação amarga a cumprir, se, pelo contrário, estudar e ler fossem fontes de alegria e de prazer, de que resulta também o indispensável conhecimento com que nos movemos melhor no mundo, teríamos índices melhor reveladores da qualidade de nossa educação.

[...]

Ninguém escreve se não escrever, assim como ninguém nada se não nadar.

[...]

A leitura crítica dos textos e do mundo tem que ver com a sua mudança em processo.”
Acima, trechos da Carta de Paulo Freire aos professores, cuja íntegra você pode ler aqui.

sábado, 12 de setembro de 2009

Vem cá, televisão

Estamos chegando à metade do Módulo TV e Vídeo e avançando no Ciclo Básico do Programa Mídias na Educação. Após este módulo, seguiremos, realizando o estudo da Mídia Impressa e da Gestão das Mídias na Escola, de modo a concluir o Ciclo mencionado.

Nesse momento, é oportuna a lembrança da frase de Paulo Freire (do livro Sobre educação - diálogos, publicado pela Paz e Terra, um pouco adaptada no quadro acima), em que o educador pernambucano reforça a importância do diálogo entre a escola e os meios de comunicação.

Mas para que esse diálogo ocorra, um ator é fundamental: o professor. E este necessita, além de refletir sobre sobre suas práticas, compreender as mídias e suas linguagens, para que seja um real facilitador do encontro entre a comunicação e a educação.

Em que medida o Programa Mídias na Educação tem contribuído para isso, em sua formação, cursista? Nos dê seu depoimento.

domingo, 16 de agosto de 2009

Encontros com Paulo Freire

Em 1976, foi uma realizada uma co-produção entre a Rádio Cultura de SP e a Rádio MEC do Rio, que resultou numa série, com 15 programas de meia hora cada um, chamada Encontros com Paulo Freire.

No que pode ser considerado até hoje um modelo de programa radiofônico educativo, num sentido mais estrito, bem feito, Paulo Freire é entrevistado por Toninho de Moraes e Marlene Blois (acima, em foto com o educador).

Você pode ouvir o primeiro programa, a partir do tocador, abaixo. Este e os demais também podem ser ouvidos e/ou baixados a partir do site do Instituto Paulo Freire (aqui).