Do ponto de vista da reflexão sobre efeitos das tecnologias na educação, em particular na educação superior, é muito interessante a posição de Charles M. Ess, estudioso da relação entre a ética e os meios digitais, expressa em entrevista ao site
Figure/Ground Communications (disponível na íntegra
aqui).
A entrevista está em inglês, mas para colaborar com discussões e reflexões sobre o tema, traduzimos, abaixo, uma das respostas do autor, notando que o ponto principal -- quanto à questão proposta -- está no terceiro fator de mudança, na argumentação de Ess, do papel do professor universitário nos tempos atuais.
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A tese de Joshua Meyrowitz em No Sense of Place é que, quando as mídias mudam, as situações e papéis se modificam. Em sua experiência, como o papel de professor universitário evoluiu desde que você era um estudante de graduação?
Ele mudou dramaticamente, de diversos modos, alguns deles salutares, outros não tanto, no meu entender.
Os professores que admirava (incluindo, por exemplo, o Dr. Judy Suther de Língua Francesa e Literatura) não eram apenas brilhantes e trabalhavam duro; eles estavam claramente “lá” para seus alunos – seja em termos de ajudar-nos com todas as dificuldades de escrita de lições da graduação ou face a situações cotidianas. Estas certamente incluíam as questões sociais e políticas do momento, mas também nossas próprias preocupações e problemas fundamentais como seres humanos, saindo da adolescência para nos tornarmos jovens adultos. Embora nem todos – para usar a linguagem religiosa – sejam vocacionados para tal serviço, isso permanece para mim como um modelo primário de aspiração.