Além de suas iniciativas em prol do rádio educativo, Roquette-Pinto voltou-se também às possibilidades do cinema como instrumento da educação. Nesse sentido, ele participou e esteve a frente do Instituto Nacional do Cinema Educativo (INCE), criado em 1936.
O INCE, conforme discute um artigo de Elis Galvão (aqui), foi um "órgão financiado pelo governo de Getúlio Vargas, [que] visava levar a educação aos lugares mais recônditos do Brasil. De 1936 a 1966, o instituto produziu curtas e médias metragens voltados para educação popular e divulgação de ciência e tecnologia. A exibição dos seus filmes era realizada em escolas, instituições culturais e nos cinemas, antes da projeção de longas metragens do circuito comercial".
Roquette-Pinto, que esteve à frente do instituto de 1936 a 1947, teve no cineasta Humberto Mauro um parceiro importante no INCE. São de Mauro alguns dos filmes que mais se destacam em termos de qualidade cinematográfica, sobretudo a produção do cineasta no INCE a partir do final dos anos de 1940, quando realiza vários filmes com temática rural. Entre eles, o famoso e divertido (abaixo) A velha fiar, de 1964, filme considerado o primeiro videoclipe brasileiro, no qual a música tradicional é interpretada pelo Trio Irakitã.
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domingo, 23 de agosto de 2009
domingo, 16 de agosto de 2009
As gravações pioneiras de Roquette-Pinto
Quem já leu textos sobre a biografia de Roquette-Pinto sabe da faceta de etnógrafo deste pioneiro do rádio e da rádio-educação no Brasil. Para quem ainda não leu, vale a dica do perfil "Roquette-Pinto: o homem multidão", escrito por Ruy Castro (aqui).
Foi a partir desse interesse em etnografia que Roquette-Pinto, em 1912, participou da Expedição Rondon ao Mato Grosso e fez registros da mesma em "fonogramas, filmes, fotos, fichas antropométricas e objetos, conservados até hoje no Museu Nacional, [o que] dá só uma vaga idéia das condições em que tudo isso foi realizado. Roquette foi um Indiana Jones da vida real, só que mais heróico – porque verdadeiro", comenta Ruy Castro.
Acima, você vê o gravador dictaphone, com motor movido a mola, que foi utilizado por Roquette-Pinto para efetuar algumas das primeiras gravações de sons-ambiente, rituais e cantos de índios brasileiros. São registros pioneiros, entre eles o da canção indígena "Ualalocê", gravada há quase um século. Clique aqui para ouvi-la. E para compreender a importância dessas gravações vá à página da Sociedade dos Amigos Ouvintes da Rádio MEC na internet, que discute esse ponto (aqui).
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Edgard Roquette-Pinto e a ideia de rádio-educação

Edgard Roquette-Pinto talvez tenha sido o primeiro brasileiro a perceber o potencial educativo do rádio e suas ações, nesse sentido, são significativas.
Num texto para a Revista USP (online aqui), sua neta, Vera Regina Roquette-Pinto, descreve a trajetória desse pioneiro e visionário.
A dica do texto é da tutora Wania Malafaia.
E, abaixo, você poderá ouvir (a partir de 1 minuto e 20 segundos de filme) um depoimento de Roquette-Pinto sobre como foi a primeira transmissão experimental de rádio no Brasil.
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