Outro importante ator brasileiro com passagem marcante pelo rádio foi Paulo Autran, aliás também, no início, pela Rádio MEC.
Foi nela que Autran iniciou, em 1957, o programa Quadrante, em que lia crônicas de autores como Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e Dinah Silveira de Queiroz, uma para cada dia da semana. O programa ia ao ar às oito horas da noite, e era repetido no dia seguinte, ao meio-dia. Foi um sucesso, como relata o ator em depoimento (aqui).
Anos depois, em 2007, a ideia e o título foram retomados na programação da Rádio BandNews de São Paulo, onde o autor continuou a interpretar textos de autores significativos da literatura em língua portuguesa.
Abaixo, Autran interpreta A morte do leiteiro, de Carlos Drummond de Andrade.
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Sérgio Viotti, Carlos Drummond de Andrade e a Rádio MEC
Falecido no dia 26 de julho deste ano, o ator Sérgio Viotti, então com 82 anos, foi também um homem do rádio, mas especificamente da Rádio MEC.
Num depoimento à Sociedade de Amigos da Rádio MEC (íntegra aqui) contou parte de sua trajetória nesse meio. Uma de suas histórias envolve o poeta Carlos Drummond de Andrade:
Num depoimento à Sociedade de Amigos da Rádio MEC (íntegra aqui) contou parte de sua trajetória nesse meio. Uma de suas histórias envolve o poeta Carlos Drummond de Andrade:

Agora, sobre a trajetória, sobretudo poética de Drummond, vale a pena conhecer o documentário, da série Mestres da Literatura, No caminho de Drummond, produzido pela TV Escola, e que pode ser baixado a partir do site Domínio Público (aqui).Em 72, o Avelino teve um problema. Alguém ia sair e, por acaso, nesta época eu tinha saído da televisão e queria voltar a fazer teatro aqui, no Rio, e não tinha aquele compromisso de estar em São Paulo e vir ao Rio. Aí o Avelino disse: 'Por favor, venha ser diretor artístico da Rádio [MEC], comigo'.
Como eu trabalhava em rádio desde 58, e aquilo não tinha nenhum segredo para mim, eu aceitei. Mas as condições eram as piores possíveis e imagináveis! Você tinha a impressão de que era o Titanic depois que afundou! Basta dizer que havia um corredor com toda a biblioteca empilhada num canto, havia janelas com cortinas e livros empilhados atrás das cortinas - não me pergunte por que! - eles estavam usando o local da biblioteca para outra coisa. A discoteca era praticamente inexistente... Sabe quantos funcionários eu tinha? 62 !!! 62 produtores !! e tinha duas máquinas de escrever. E um dos meus funcionários era Carlos Drumond de Andrade ! Um dia eu entrei na Rádio e vi o Carlos chegando e abrindo o livro de ponto, e fiquei desorientado e perguntei o que ele estava fazendo ali. Ele responde: 'Eu vim assinar o livro de ponto.'
E eu digo : 'O que ?! Você vem aqui para assinar o livro de ponto? Primeiro, nós é que devíamos levar o livro para a sua casa, ficar de joelhos para você assinar, e pagar a você por cada autógrafo! E nunca mais apareça aqui! E você não vai perder o emprego, não.' Coisas do Brasil, né?”
domingo, 16 de agosto de 2009
Encontros com Paulo Freire

No que pode ser considerado até hoje um modelo de programa radiofônico educativo, num sentido mais estrito, bem feito, Paulo Freire é entrevistado por Toninho de Moraes e Marlene Blois (acima, em foto com o educador).
Você pode ouvir o primeiro programa, a partir do tocador, abaixo. Este e os demais também podem ser ouvidos e/ou baixados a partir do site do Instituto Paulo Freire (aqui).
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