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segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Recursos para professores
Hemeroteca Digital Brasileira
Recursos para professores Hemeroteca Digital Brasileira
Iniciativa da Fundação Biblioteca Nacional, a Hemeroteca Digital Brasileira é um portal de periódicos nacionais que proporciona ampla consulta, pela internet, ao acervo de periódicos – jornais, revistas, anuários, boletins etc. – e de publicações seriadas da FBN.
O acervo possui os primeiros jornais criados no país – como o Correio Braziliense e a Gazeta do Rio de Janeiro, ambos fundados em 1808 –, jornais extintos no século XX, como o Diário Carioca e Correio da Manhã, ou que não circulam mais na forma impressa, caso do Jornal do Brasil.
Professores criativos podem pensar em modalidades de uso desse acervo em atividades de pesquisa, estudo e criação, em suas aulas.
domingo, 20 de maio de 2012

Bibliografia on-line
Material impresso (cordel, jornal, livro didático, etc.) e Educação

Bibliografia on-line
Material impresso (cordel, jornal, livro didático, etc.) e Educação
Uma bibliografia sobre o tema do material impresso, com muitos textos on-line.
ACIOLI, Alexandre de Souza. Literatura popular como ferramenta para a educação ambiental. Rev. Brasileira de Educação Ambiental, Vol. 5, No 1, p. 76-83, 2010.
ALVES, Roberta Monteiro. A literatura de cordel em sala de aula: uma proposta pedagógica para a construção de um sujeito crítico. Dissertação de mestrado em Letras, São Cristóvão (SE), UFSE, 2010.
ANDRÉ, Tamara Cardoso. O desenvolvimento da escrita segundo Vigotski: possibilidades e limites de apropriação pelo livro didático. Dissertação de mestrado em Educação, Curitiba, UFPR, 2007.
ANHUSSI, Elaine Cristina. O uso do jornal em sala de aula: sua importância e concepções de professores. Dissertação de mestrado em Educação, Presidente Prudente, UNESP, 2009.
ACIOLI, Alexandre de Souza. Literatura popular como ferramenta para a educação ambiental. Rev. Brasileira de Educação Ambiental, Vol. 5, No 1, p. 76-83, 2010.
ALVES, Roberta Monteiro. A literatura de cordel em sala de aula: uma proposta pedagógica para a construção de um sujeito crítico. Dissertação de mestrado em Letras, São Cristóvão (SE), UFSE, 2010.
ANDRÉ, Tamara Cardoso. O desenvolvimento da escrita segundo Vigotski: possibilidades e limites de apropriação pelo livro didático. Dissertação de mestrado em Educação, Curitiba, UFPR, 2007.
ANHUSSI, Elaine Cristina. O uso do jornal em sala de aula: sua importância e concepções de professores. Dissertação de mestrado em Educação, Presidente Prudente, UNESP, 2009.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
"Teaching Machine" - materiais para professores, de 1894
Get the flash player here: http://www.adobe.com/flashplayer
O cartazes acima, mostrados no site Retronaut, fazem parte de um conjunto de cartazes, definidos então como "Teaching Machines" (máquinas de ensinar), que serviam para ajudar professores (repare nas "Suggestions to the teacher") a ensinar conceitos e habilidades matemáticas. Eles foram feitos por uma empresa dos EUA, a Diamond Company Publishing Litho-de Minneapolis, que os publicou em 1894, e são uma parte da história do material didático produzido para professores.
Veja mais cartazes no Retronaut.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Poeminho do contra
No dia mundial da animação (visite página da web sobre ele, aqui), um desenho animado, produzido pelo Grupo de Estudos em Animação da FURG, a partir de um famoso poema de Mario Quintana.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Autoria, pirataria e plágio na era digital
O vídeo com a fala do professor Sérgio Abranches, da Universidade Federal de Pernambuco, abaixo, feito no contexto do 2º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação (Recife, UFPE, 2008) vem a calhar para os que já fizeram a atividade "A Escrita e a Leitura no Hipertexto" do Módulo do Material Impresso, pois terão uma outra leitura de sua reflexão, a partir das palavras desse educador.
Você ainda não fez? Então, também pode ser beneficiado, pois poderá enriquecer sua contribuição, refletindo sobre o que é dito por ele. Mas, faça logo, já que, além desta atividade, o Módulo possui mais uma de caráter obrigatório, e essa é a última semana.
Você ainda não fez? Então, também pode ser beneficiado, pois poderá enriquecer sua contribuição, refletindo sobre o que é dito por ele. Mas, faça logo, já que, além desta atividade, o Módulo possui mais uma de caráter obrigatório, e essa é a última semana.
O que é hipertexto?
No vídeo, abaixo, Demi Getschko, engenheiro eletricista e membro do CGI - Comitê Gestor da Internet explica, num quadro do programa Vitrine, da TV Cultura, de 21/06/00, o conceito do hipertexto: "É uma forma resumida de inserir a informação na internet, que se expande através dos links".
Para os cursistas do Mídias na Educação, que nesta semana finalizam o Módulo do Material Impresso, isso não e novidade.
Para os cursistas do Mídias na Educação, que nesta semana finalizam o Módulo do Material Impresso, isso não e novidade.
V Fórum Editoração: Cotidiano e Teoria
O Fórum de Editoração, um evento organizado pelos alunos do curso de Editoração da USP, com o apoio do MASP (Museu de Arte de São Paulo), da Edusp (Editora da Universidade de São Paulo) e da LIBRE (Liga Brasileira de Editoras), acontecerá este ano no dia 31 de outubro. Seu objetivo é fomentar um espaço de encontro, reflexão e discussão entre o público acadêmico e os diversos profissionais da cadeia do livro e do mercado editorial. Para este fim, o evento propõe temas e debates para profissionais, pesquisadores e estudantes da área editorial, bem como de outras áreas afins.O tema deste ano é “Cotidiano e Teoria”, buscando colocar em pauta alguns aspectos do mercado editorial brasileiro com discussões que irão abordar questões do cotidiano da profissão e até onde a teoria consegue ser posta em prática no dia a dia.
Veja a programação e mais informações - aqui.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Último dia: como o cigarro enganou você

Hoje é o último dia para ver a exposição Propagandas de Cigarro – Como a Indústria do Fumo Enganou Você. Ela mostra anúncios com artistas fazendo propaganda para marcas de cigarro, além de bebês, crianças, um Papai Noel e até médicos. A ideia de organizar o material numa exposição foi de uma agência de publicidade, para mostrar o quanto a indústria do cigarro foi nociva à sociedade no século passado. A exposição fica na Livraria Cultura Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2.073) até às 22h.
Sua escola procura conscientizar os estudantes sobre os males do tabaco?
Desenhos de estudantes viram capas de cadernos em São Paulo

As capas de cadernos da rede municipal de São Paulo para o ano de 2010 serão ilustradas com desenhos de 20 estudantes. Os trabalhos foram escolhidos em um concurso da Secretaria de Educação do Município, com o tema "A São Paulo que eu quero".
Leia a notícia completa (aqui), e veja os desenhos que ilustrarão os cadernos (aqui).
domingo, 25 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Ensinar, aprender: leitura do mundo, leitura da palavra

Acima, trechos da Carta de Paulo Freire aos professores, cuja íntegra você pode ler aqui.Ninguém que lê, que estuda, tem o direito de abandonar a leitura de um texto como difícil porque não entendeu o que significa, por exemplo, a palavra epistemologia.
Assim como um pedreiro não pode prescindir de um conjunto de instrumentos de trabalho, sem os quais não levanta as paredes da casa que está sendo construída, assim também o leitor estudioso precisa de instrumentos fundamentais, sem os quais não pode ler ou escrever com eficácia. Dicionários, entre eles o etimológico, o de regimes de verbos, o de regimes de substantivos e adjetivos, o filosófico, o de sinônimos e de antônimos, enciclopédias. A leitura comparativa de texto, de outro autor que trate o mesmo tema cuja linguagem seja menos complexa.
Usar esses instrumentos de trabalho não é, como às vezes se pensa, uma perda de tempo. O tempo que eu uso quando leio ou escrevo ou escrevo e leio, na consulta de dicionários e enciclopédias, na leitura de capítulos, ou trechos de livros que podem me ajudar na análise mais crítica de um tema — é tempo fundamental de meu trabalho, de meu ofício gostoso de ler ou de escrever.
[...]
A compreensão do que se está lendo, estudando, não estala assim, de repente, como se fosse um milagre. A compreensão é trabalhada, é forjada, por quem lê, por quem estuda que, sendo sujeito dela, se deve instrumentar para melhor fazê-la. Por isso mesmo, ler, estudar, é um trabalho paciente, desafiador, persistente.
Não é tarefa para gente demasiado apressada ou pouco humilde que, em lugar de assumir suas deficiências, as transfere para o autor ou autora do livro, considerado como impossível de ser estudado.
[...]
Nas culturas letradas, sem ler e sem escrever, não se pode estudar, buscar conhecer, apreender a substantividade do objeto, reconhecer criticamente a razão de ser do objeto.
Um dos equívocos que cometemos está em dicotomizar ler de escrever, desde o começo da experiência em que as crianças ensaiam seus primeiros passos na prática da leitura e da escrita, tomando esses processos como algo desligado do processo geral de conhecer. Essa dicotomia entre ler e escrever nos acompanha sempre, como estudantes e professores. "Tenho uma dificuldade enorme de fazer minha dissertação. Não sei escrever", é a afirmação comum que se ouve nos cursos de pós-graduação de que tenho participado. No fundo, isso lamentavelmente revela o quanto nos achamos longe de uma compreensão crítica do que é estudar e do que é ensinar.
[...]
Aos que estudamos, aos que ensinamos e, por isso, estudamos também, se nos impõe, ao lado da necessária leitura de textos, a redação de notas, de fichas de leitura, a redação de pequenos textos sobre as leituras que fazemos. A leitura de bons escritores, de bons romancistas, de bons poetas, dos cientistas, dos filósofos que não temem trabalhar sua linguagem a procura da boniteza, da simplicidade e da clareza.
Se nossas escolas, desde a mais tenra idade de seus alunos se entregassem ao trabalho de estimular neles o gosto da leitura e o da escrita, gosto que continuasse a ser estimulado durante todo o tempo de sua escolaridade, haveria possivelmente um número bastante menor de pós-graduandos falando de sua insegurança ou de sua incapacidade de escrever.
Se estudar, para nós, não fosse quase sempre um fardo, se ler não fosse uma obrigação amarga a cumprir, se, pelo contrário, estudar e ler fossem fontes de alegria e de prazer, de que resulta também o indispensável conhecimento com que nos movemos melhor no mundo, teríamos índices melhor reveladores da qualidade de nossa educação.
[...]
Ninguém escreve se não escrever, assim como ninguém nada se não nadar.
[...]
A leitura crítica dos textos e do mundo tem que ver com a sua mudança em processo.”
Decálogo do leitor
por Alberto Mussa
I - Nunca leia por hábito: um livro não é uma escova de dentes. Leia por vício, leia por dependência química. A literatura é a possibilidade de viver vidas múltiplas, em algumas horas. E tem até finalidades práticas: amplia a compreensão do mundo, permite a aquisição de conhecimentos objetivos, aprimora a capacidade de expressão, reduz os batimentos cardíacos, diminui a ansiedade, aumenta a libido. Mas é essencialmente lúdica, é essencialmente inútil, como devem ser as coisas que nos dão prazer.
II - Comece a ler desde cedo, se puder. Ou pelo menos comece. E pelos clássicos, pelos consensuais. Serão cinqüenta, serão cem. Não devem faltar As mil e uma noites, Dostoiévski, Thomas Mann, Balzac, Adonias, Conrad, Jorge de Lima, Poe, García Márquez, Cervantes, Alencar, Camões, Dumas, Dante, Shakespeare, Wassermann, Melville, Flaubert, Graciliano, Borges, Tchekhov, Sófocles, Machado, Schnitzler, Carpentier, Calvino, Rosa, Eça, Perec, Roa Bastos, Onetti, Boccaccio, Jorge Amado, Benedetti, Pessoa, Kafka, Bioy Casares, Asturias, Callado,Rulfo, Nelson Rodrigues, Lorca, Homero, Lima Barreto, Cortázar, Goethe, Voltaire, Emily Brontë, Sade, Arregui, Verissimo, Bowles, Faulkner, Maupassant, Tolstói, Proust, Autran Dourado, Hugo, Zweig, Saer, Kadaré, Márai, Henry James, Castro Alves.
III - Nunca leia sem dicionário. Se estiver lendo deitado, ou num ônibus, ou na praia, ou em qualquer outra situação imprópria, anote as palavras que você não conhece, para consultar depois. Elas nunca são escritas por acaso.
Continue a leitura aqui.
I - Nunca leia por hábito: um livro não é uma escova de dentes. Leia por vício, leia por dependência química. A literatura é a possibilidade de viver vidas múltiplas, em algumas horas. E tem até finalidades práticas: amplia a compreensão do mundo, permite a aquisição de conhecimentos objetivos, aprimora a capacidade de expressão, reduz os batimentos cardíacos, diminui a ansiedade, aumenta a libido. Mas é essencialmente lúdica, é essencialmente inútil, como devem ser as coisas que nos dão prazer.
II - Comece a ler desde cedo, se puder. Ou pelo menos comece. E pelos clássicos, pelos consensuais. Serão cinqüenta, serão cem. Não devem faltar As mil e uma noites, Dostoiévski, Thomas Mann, Balzac, Adonias, Conrad, Jorge de Lima, Poe, García Márquez, Cervantes, Alencar, Camões, Dumas, Dante, Shakespeare, Wassermann, Melville, Flaubert, Graciliano, Borges, Tchekhov, Sófocles, Machado, Schnitzler, Carpentier, Calvino, Rosa, Eça, Perec, Roa Bastos, Onetti, Boccaccio, Jorge Amado, Benedetti, Pessoa, Kafka, Bioy Casares, Asturias, Callado,Rulfo, Nelson Rodrigues, Lorca, Homero, Lima Barreto, Cortázar, Goethe, Voltaire, Emily Brontë, Sade, Arregui, Verissimo, Bowles, Faulkner, Maupassant, Tolstói, Proust, Autran Dourado, Hugo, Zweig, Saer, Kadaré, Márai, Henry James, Castro Alves.
III - Nunca leia sem dicionário. Se estiver lendo deitado, ou num ônibus, ou na praia, ou em qualquer outra situação imprópria, anote as palavras que você não conhece, para consultar depois. Elas nunca são escritas por acaso.
Continue a leitura aqui.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
O e-book e a digitalização de livros

Hoje, a Folha de S.Paulo publicou duas reportagens, disponíveis também online, sobre os avanços tecnológicos relacionados com a indústria do livro. A primeira matéria (aqui) destaca que na última Feira do Livro de Frankfurt, que terminou no domingo passado, o grande tema do evento foi o livro eletrônico, com as notícias sobre o venda do Kindle (tipo de leitor de livros eletrônicos, acima) para mais de cem países e a divulgação do projeto Google Edition, pouco tempo antes. Justamente sobre o livro eletrônico e o papel do Google na digitalização de acervos, o historiador Robert Darnton é entrevistado (aqui).
E em reportagem publicada ontem, usuários do Kindle opinam sobre vantagens e desvantagens desse dispositivo de leitura (aqui).
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Andrew Keen e o alfabetismo midiático

Já se falou em outra postagem (aqui) sobre as críticas de Andrew Keen à internet. Você poderá conhecer em mais detalhes as opiniões desse jornalista britânico na entrevista dada por ele à revista Cult, publicada na edição 140. Boa parte da entrevista está disponível online (aqui).
De maior interesse para os educadores, são as observações sobre o "alfabetismo midiático", que Keen relaciona não com ao ensino de "como usar" as novas mídias (já que estas seriam projetadas para garantir uma utilização intuitiva), mas sim com a preocupação dos educadores em fazer com que as crianças e jovens entendam que "toda informação vem acompanhada de uma bagagem cultural".
Nesse sentido, ele afirma que: "Todo texto tem o seu viés, o que não significa que seja necessariamente corrupto. O desafio para as crianças é entender isso, em vez de apenas ler esse texto como mera verdade. E, quando um texto aparece na internet, ainda que no blog mais obscuro, ele ganha esse aspecto de verdade, sobretudo se endossa uma opinião prévia do leitor".
O que essa discussão pode acrescentar ao que temos debatido sobre o uso das novas mídias no contexto escolar?
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Enquete sobre a leitura literária no Salto para o Futuro

O site do programa Salto para o Futuro, que integra a grade da TV Escola (canal do Ministério da Educação), realiza uma enquete sobre a leitura literária na escola com os internautas, em sua página na web. A pergunta está abaixo, assim como as alternativas de resposta. Você pode votar a partir do site (aqui). Se quiser ver o resultado atual, clique aqui.
*
A Lei Nº 11.899, de 8 de janeiro de 2009, institui o dia 12 de outubro como o Dia Nacional da Leitura. A semana em que a data é comemorada será a Semana Nacional da Leitura e da Literatura. Sobre a leitura literária na escola, o que você destacaria:
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Além da leitura

Além de serem lidos, os livros podem ter outras utilidades, também artísticas, como nas obras de Mike Stilkey, que utiliza livros em pinturas e esculturas, veja outros trabalhos, aqui.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Aperitivos
1. "Analfabeta não é a pessoa que não sabe ler. É a pessoa que, sabendo ler, não gosta de ler." (Quem foi que disse isso? Acho que foi o Mário Quintana).
2. A menininha de 9 anos me explicou como as crianças na sua escola aprendiam a ler: “Aqui na Escola da Ponte não aprendemos letras e silabas. Só aprendemos totalidades...“
3. Os compositores colocam em suas partituras indicações para orientar o intérprete: lento, presto, adagio, alegretto, forte, piano, ralentando. Os escritores deveriam fazer o mesmo com seus textos. Há textos que devem ser lidos lentamente, expressivamente, tristemente. Outros que exigem leveza, rapidez, riso. O leitor experiente não precisa dessas indicações. Mas elas poderiam ajudar os principiantes.
4. "Mais valem dois marimbondos voando que um na mão" (Almanak do Aluá).
5. Graciliano Ramos relata que, quando menino, na escola lhe ensinaram um ditado: "Fale pouco e bem e ter-te-ão por alguém". Ele repetia o ditado mas ficava com uma dúvida: “Quem será esse ‘Tertião’?"
2. A menininha de 9 anos me explicou como as crianças na sua escola aprendiam a ler: “Aqui na Escola da Ponte não aprendemos letras e silabas. Só aprendemos totalidades...“
3. Os compositores colocam em suas partituras indicações para orientar o intérprete: lento, presto, adagio, alegretto, forte, piano, ralentando. Os escritores deveriam fazer o mesmo com seus textos. Há textos que devem ser lidos lentamente, expressivamente, tristemente. Outros que exigem leveza, rapidez, riso. O leitor experiente não precisa dessas indicações. Mas elas poderiam ajudar os principiantes.
4. "Mais valem dois marimbondos voando que um na mão" (Almanak do Aluá).
5. Graciliano Ramos relata que, quando menino, na escola lhe ensinaram um ditado: "Fale pouco e bem e ter-te-ão por alguém". Ele repetia o ditado mas ficava com uma dúvida: “Quem será esse ‘Tertião’?"
*
Acima, trecho de texto de Rubem Alves ("O prazer da leitura", íntegra aqui), que faz parte das Referências do Módulo do Material Impresso, atualmente em estudo.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Café Literário: Caio Túlio Costa e Andrew Keen
Outro vídeo interessante do Café Literário ocorrido na Bienal do Livro do Rio é o do encontro do jornalista Caio Túlio Costa e do escritor Andrew Keen, que estava lançando o livro O culto do amador - Como blogs, MySpace, YouTube e a pirataria digital estão destruindo nossa economia, cultura e valores (Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor). Keen é ex-professor das universidades de Massachusetts e Berkeley (EUA) e foi um dos pioneiros do Vale do Silício, mas se tornou, posteriormente, um dos líderes da crítica à internet.
No trecho que você pode ver abaixo, Caio Túlio Costa, respondendo a uma pergunta sobre a formação dos professores para o mundo atual, comenta que a educação precisa passar por mudanças, uma verdadeira revolução que, segundo ele, os comunicadores já vivenciam. Andrew Keen fala sobre a Wikipedia e formas como ela poderia ser melhorada, numa posição similar à de Umberto Eco (ver aqui), sugerindo que essa enciclopédia online tivesse maior controle editorial. Os dois autores discutem ainda as diferenças entre os modelos da velha e das chamadas novas mídias.
No trecho que você pode ver abaixo, Caio Túlio Costa, respondendo a uma pergunta sobre a formação dos professores para o mundo atual, comenta que a educação precisa passar por mudanças, uma verdadeira revolução que, segundo ele, os comunicadores já vivenciam. Andrew Keen fala sobre a Wikipedia e formas como ela poderia ser melhorada, numa posição similar à de Umberto Eco (ver aqui), sugerindo que essa enciclopédia online tivesse maior controle editorial. Os dois autores discutem ainda as diferenças entre os modelos da velha e das chamadas novas mídias.
domingo, 11 de outubro de 2009
Histórias da Palavra Escrita
Os documentários A História da palavra escrita e História da palavra escrita, a inscrição de Persépolis, exibidos originalmente pela TV Escola, são um complemento interessante ao estudo atual do Módulo do Material Impresso.
O primeiro apresenta um panorama sobre a história da escrita, enquanto o outro é mais específico, abordando a decifração de inscrições com escrita antiga em murais da cidade de Persépolis, no atual Irã.
O primeiro apresenta um panorama sobre a história da escrita, enquanto o outro é mais específico, abordando a decifração de inscrições com escrita antiga em murais da cidade de Persépolis, no atual Irã.
sábado, 10 de outubro de 2009
O mundo digital reaviva a escrita?
Outro artigo interessante de Clive Thompson publicado na revista Wired é o que fala de resultados de uma pesquisa sobre a escrita de estudantes norte-americanos, dentro do chamado Stanford Study of Writing.Um dos pontos destacados, no contexto do que a pesquisadora Andrea Lunsford chama de uma revolução na cultura escrita similar àquela que ocorreu na civilização grega, é que a tecnologia não estaria eliminando a capacidade de escrever das pessoas, mas sim reavivando-a e levando a cultura escrita a novas direções. Os jovens da nova geração escrevem muito mais do que os de qualquer outra.
A conclusão do artigo (íntegra aqui) é a seguinte: "tornar-se claro que a mídia online está empurrando a escrita em direções interessantes. A brevidade das mensagens de texto e atualização constante ensina os jovens a utilizar a concisão da poesia haiku. Ao mesmo tempo, a proliferação de novas formas de análise online da cultura pop [...] dá a chance de que escrevam longos e complexos fragmentos de prosa, muitas vezes, num trabalho colaborativo.
Temos pensamos sobre a escrita como algo bom ou ruim. O que os jovens de hoje percebem é que saber para quem se escreve e por que se está escrevendo pode ser o fator mais importante de todos."
E no contexto brasileiro, você acredita que as tecnologias também produzem mudanças que provoquem incremento na escrita dos jovens?
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